A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 18/01/2021

Muito se tem discutido acerca do estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira, onde a maior parte das pessoas associa a manifestação de um transtorno mental como “frescura”. Como caracteriza o sociólogo Émille Durckhein o indivíduo só saberá agir quando conhecer o contexto o qual está inserido. Portanto, a saúde mental de uma pessoa está relacionada a forma como ela reage às exigências da vida e ao modo como harmoniza as suas emoções.

Em uma primeira análise, é importante evidenciar o livro “Holocausto Brasileiro”, que por meio de vários relatos de pacientes com sinais de sofrimento psíquico retrata o descaso da situação vivenciada dentro do campo de concentração “maquiado” pelas autoridades como hospital psiquiátrico. Entretanto, o estigma aponta para marcas ou cicatrizes deixadas por feridas, para a falta de informação e tratamentos precários as pessoas que sofrem de depressão, ansiedade, transtorno bipolar e outros transtorno mentais graves.

Ademais, ridicularizar a manifestação de uma doença mental está relacionada a um ideal de felicidade que não é igual para todo mundo, bem como as redes sociais desempenham um papel de validação da vida perfeita, em que tudo deve ser mostrado no seu melhor ângulo. Contudo, pessoas mentalmente saudáveis são capazes de enfrentar os desafios e mudanças da vida cotidiana com equilíbrio e compreensão dos seus limites emocionais.

Em virtude dos fatos mencionados, torna-se de suma importância o conhecimento da sociedade, assim como descreve Émille Durchkeim, além da realização de campanhas e palestras elaboradas pelo Ministério da Saúde, afim de desmentir o preconceito sobre o assunto e ajudar pessoas com medidas eficaz para o tratamento de doenças mentais.