A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 18/01/2021
De acordo com a Constituição Federal Brasileira de 1988, a saúde é um direito de todo cidadão. No entanto, na realidade brasileira, o benefício prometido pela norma constitucional está distante de se alcançar, tento em vista que o estigma associado ás doenças mentais é um problema recorrente. Nesse contexto, é necessário que medidas sejam tomadas para amenizar essa questão, a qual é motivada pela falta de ações governamentais e silenciamento social.
Sob essa perspectiva, vale destacar a ideia de Aristóteles que afirmou que o objetivo principal da política é garantir a felicidade dos cidadãos. Porém, percebe-se que essa tese do filósofo não se aplica a saúde mental dos indíviduos, porquanto o Governo não investe em tratamentos boa qualidade.. Assim, sem o comprometimento do poder estatal em aplicar políticas públicas para solucionar o revés, é notório que a ideia de bem-estar, da qual defende o pensador, não se materializa no país e, por isso, a resolução do cenário é praticamente utópica.
Outrossim, o fato de não ser debatido amplamente, na sociedade, faz com que os transtornos mentais se perpetue. Nesse sentido, a cronista brasileira, Martha Medeiros, afirmou que o homem apenas silencia aquilo que ele não quer que venha à tona e, esse argumento, demonstra intimidade com a temática, já que as pessoas que convivem com esse transtorno na mente, por vergonha ou até mesmo medo de como vão ser interpretados e, com isso, no Brasil , segundo a Organização Mundial da Saúde, já são mais de 10 milhões que enfrentam constantes emoções pessimistas.. Desse modo, é indubitável que o silenciamento social, apresentado pela autora, corrobora a permanência do problema, explicitando que essa é uma das causas mais infestas do óbice.
Logo, uma intervenção faz-se necessária e, para isso, compete ao Poder Executivo, órgão administrador dos interesses públicos e governador da nação, por meio dos trâmites legais, realizar terapias gratuitas, a fim de minimizar as graves consequências decorrentes da situação. Além disso, o Ministério da Educação, pode, por intermédio das escolas, promover palestras e oficinas de debates sobre a de não achar que é um assunto nada a ver, de não ter preconceito, inclusive extraclasse, que eduquem as pessoas sobre a saúde mental. Somente assim, as garantias sociais da Constituição Federal terá plena eficácia no presente.