A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 18/01/2021

São Tomás de Aquino - maior representante da Escolástica - defendeu que todos devem ser tratados da mesma maneira. Contudo, o que se observa, hoje, é um estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira, o que contraria o pensamento do filósofo medieval. Assim, fica claro que tal fato é motivado pela banalização do que o outro sente e pelo mundo digital como impulsionador da vaidade na vida online.

Diante de tal cenário, nota-se na sociedade brasileira uma indiferença do indivíduo para com seu semelhante. Ademais, a não compreensão e o respeito pelo transtorno mental das pessoas vai de encontro com o conceito da Sociologia sobre a alteridade - que significa buscar entender o que uma pessoa sente sem pré-estabelecer julgamentos erroneos. Destarte, torna-se necessário uma mudança comportamental para mudar esse preconceito com pessoas que sofrem depressão e ansiedade.

Outrossim, as redes sociais criam de forma errada um mundo perfeito e idealizado. Atualmente, percebe-se que as mídias sociais manipulam o usuário com a intenção de o massificar, transformando algo que deveria ser para interação em um produto para ter lucros. Tal afirmativa, se justificou quando Theodor Adorno fundou a Escola de Frankfurt para mostrar que no mundo pós capitalismo não valoriza o ser humano mais a mercadoria.

Desse modo, urge que o governo federal, aliado as instituições público privadas, crie campanhas publicitárias - na internet, televisão e rádio - com a finalidade de educar a população com os princípios sociologicos. Assim, as pessoas com doenças mentais, não precisarão se esconder atrás de uma rede social que prega uma falsa vida perfeita. Afinal, como afirmou Platão: o importante não é viver, mas viver bem.