A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 18/01/2021

O estigma associado às doenças mentais na população brasileira estão correlacionados à ausência de informações, bem como a banalização das causas. Sob tal ótica, o escritor Guy D. escreveu o livro ‘‘a sociedade do espetáculo’’, no qual retrata a fuga dos indivíduos da realidade e a construção de um cenário utópico, que colabora para a criação de estereótipos. Desse modo, é possível perceber que o sobredito interfere diretamente nos problemas, uma vez que essa condição inviabiliza uma vivência de bem-estar social.

A priori, é oportuno frisar que esse quadro de desrespeito para com os princípios democráticos estão relacionados com a falta de conhecimento e a herança da colonização. Nesse contexto, é preciso pensar que devido o Brasil ser uma colônia de exploração todas as suas atividades socioculturais foram desenvolvidas pensando em lucro. Logo, o ensino e a aprendizagem foram ficando para trás e refletindo nos atuais cidadãos. Nesse viés, o filósofo Francis Bacon dizia que ‘‘quanto mais a humanidade busca o ensinamento melhor ela fica’’, no entanto, quando ela não encontra esse recurso a propagação de fake news expande. Sendo assim, se o corpo social não recebe a informação o suporte preciso ele dissemina o desequilíbrio emocional e impede que o suporte chegue a maioria. Em suma, é nítido que o ensino deve ser entregue aos brasileiros, pois, ele é o único que permite a quebra dos padrões.

A posteriori, vale salientar que segundo o artigo sexto da Constituição Federal todos detém o direito a saúde e a educação, porém, se o próprio Estado banaliza o que desencadeia os transtornos psíquicos fica complicado mudar os estigmas. Certamente, o livro ‘‘Cidadão de papel’’ do jornalista Gilberto D. enquadra nessa situação, posto que a Carta Magna não cumpre com o que foi promulgado. Dessa forma, segundo o jornal Carta Capital 42% recebem laudos que consideram os indivíduos aptos para prosseguir a vida, afinal os seus problemas eram ‘‘frescuras’’. Portanto, se existe uma rede de apoio que não realiza a sua função de modo eficaz, os seres humanos permanecem desamparados.

Em síntese, se os próprios profissionais não mudarem os tratamentos as marcas deixadas pelos estigmas jamais irão apagar. Em face do exposto, é perceptível que a questão é complexa, mas existem meios para progredir. Primeiramente, o Ministério da Saúde e da Educação, mediante palestras, que atendem a demanda social, implementem o conhecimento sobre as doenças psíquicas, afim de quebrar os estereótipos. Todavia, isso deve ser feito utilizando profissionais que use uma linguagem clara e objetiva para que assim a população consiga procurar ajuda e alcançar o ideal do Francis Bacon.