A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 18/01/2021
O poeta Gonçaes Dias escreveu em 1846 o poema “Canção do Exílio” no qual relatava a sua saudade do Brasil. Porém se o escritor pudesse ver a atual realidade brasileira no que tange a questão das doenças mentais na sociedade brasileira, questionaria seu saudosismo. Diante disso seja por falta de investimentos, e pelo individualismo, a importante questão das doenças mentais na sociedade do Brasil, vive uma triste estagnção no tempo, o que precisa ser resolvido.
Segundos Dados da Fundação Getúlio Vargas a taxa de investimentos no Brasil,somando setores públicos e privados está no seu menor nível nos últimos 50 anos, o que mostra a realidade de mais de 11,5 milhões de brasileiras com doenças mentais como a depressão que sofrem com a falta de profissionais especialistas no assunto como psicólogos, e psquiatras em hospitais públicos e com isso recebem tratamentos precários.
Na obra Modernidade Líquida, Zygmunt Bauman, defende que a sociedade é fortemente influenciada pelo individualismo.Nessa perspectiva percebe-se o individualismo daqueles indivíduos que julgam doenças mentais como “frescura”, e não procuram ajudar os mesmos que sofrem da doença. É notável também, a falta de empatia de grande parte daqueles que sentem a necessidade de exibir em suas redes sociais uma “falsa” felicidade momentânea, com a intenção de mostrar a idéia de que se vive uma vida perfeita, o que afeta na doença mental dessas pessoas ao enxergarem uma falsa realidade.
Para tanto, é necessário que o MEC realize palestras em escolas a serem webconferenciadas nas redes sociais desses orgãos, e que entrevistas sejam feitas com vitímas de doenças mentais e especialistas no assunto, de mode a criarem métodos eficazes para ajudar as pessoas que sofrem do problema, com o fito de diminuir o caso de pessoas que sofrem desse mal, e consequentemente fazer do Brasil um país com menos caso de pessoas com doenças mentais. Feito isso, quem sabe assim, no futuro poderá sentir saudades do Brasil como na canção do exílio.