A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 18/01/2021

A agenda ONU (Organização das Nações Unidas) é um acordo global que visa melhorar o mundo e uma de suas tarefas é garantir saúde e bem-estar para todos. No entanto, o propósito torna-se inalcançável quando o assunto discutido é saúde mental. Nesse sentido, seu problema deriva da cultura do cancelamento presente nas redes sociais e dos preconceitos enraizados na sociedade brasileira.

Primeiramente, é lícito postular que as redes sociais trouxeram inúmeros benefícios para construção da sociedade. No entanto, a popularização da internet também trouxe um lado obscuro. Dessa maneira, muitas pessoas se escondem atrás de um aparelho eletrônico para expor e humilhar indivíduos, sem ao menos saber o que está acontecendo na vida do mesmo. Nessa perspectiva, essa cultura ao invés de ajudar as pessoas a melhorarem, prefere apenas culpar e apontar o dedo em meio a uma multidão conectada diariamente.

Além disso, percebe-se, também, que os preconceitos enraizados na sociedade corrobora com as doenças psicológicas. Segundo dados divulgados pela OMS (Organização Mundial da Saúde), cinco a cada oito pessoas que possuem depressão são mulheres. Nesse contexto, percebe-se que o preconceito existente é, também, um dos motivos que levam os indivíduos para essa doença. Da mesma forma, um agravante é que mesmo quem já sofre de depressão, sofre preconceito devido a desinformação que persiste todos os dias.

Portanto, é evidente que são necessárias providências para que o problema seja neutralizado. Certamente, é necessário que o Estado na condição de garantidor dos direitos sociais e individuas, incentive e crie projetos em parceria com o SUS (Sistema Único de Saúde) para que a população se conscientize a respeito dessa doença e de todos os outros problemas que levam a ela. Somente assim, poder-se-á atingir o plano de ação proposto pela ONU, e consequente, construir-se-á um Brasil melhor para todos.