A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 18/01/2021
Ulisses Guimarães – ex-deputado federal e participante da Assembleia Constituinte – ao promulgar a Constituição Federal de 1988, que está em vigor até os dias atuais, fez um discurso marcante com a promessa de tornar a Carta Magna a voz da sociedade rumo à mudança. No entanto, há uma visão de que os cidadãos ainda enfrentam barreiras ao acesso à ajuda para a busca do tratamento para doenças mentais no Brasil. Nesse âmbito, é lícito destacar como principais causas do problema: negligência familiar e falta de medidas governamentais. Tal qual, evidencia-se a necessidade de serem tomadas atitudes pelas autoridades competentes para reverter essa problemática.
Inicialmente, infere-se o abismo da falta de apoio pela família do indivíduo, que não dá relevância aos sintomas e, na maioria das vezes, não aceita o diagnóstico médico da doença. Partindo dessa analogia, na série “13 reasons why”, produzida pela Netflix, tem como protagonista a jovem Hanna, que comete suicídio deixando treze fitas gravadas por ela, onde cada uma contém um motivo para tal atitude. Assim, no contexto da trilogia, nota-se a falha dos pais de Hanna, que não perceberam o comportamento que indicaria a depressão, tal qual poderia ter sido evitado. Então, a precariedade de informações torna o preconceito da doença ainda persistente no século XXI.
Ademais, outro entrave seria o descaso do Poder Público diante desse impasse. Segundo Platão, em sua obra “Mito da Caverna”, a falta de conhecimento sobre a realidade nos mantém presos a um mundo limitado, sendo possível enxergar apenas a sombra do que acredita-se ser real. Sob esse viés, a ausência do reconhecimento de representantes governamentais sobre a importância da criação e de melhorias nos centro de apoio a pacientes já diagnosticados com uma doença psiquiátrica, torna-se irrelevante a busca pelo incentivo. Sendo assim, a falta de ações voltadas para esse meio acaba deixando a parcela da população que necessita de atendimento em Unidades de Saúde Pública desfavorecida.
Faz-se indubitável, portanto, medidas para combater o grande número de casos de doenças mentais na sociedade contemporânea. Logo, o Governo Federal – que tem como função regrar e organizar a sociedade- deve, por meio do Ministério da Saúde, junto com profissionais especializados da área, como psiquiatras e psicólogos, promover palestras, por meio da rede escolar, que reúna pais e alunos, a fim de trazer importantes informações para a busca de ajuda correta, caso seja necessário. Espera-se, com isso, trazer a inserção de conhecimento da população local, incentivando a busca dos locais de saúde. Ressalta-se que assim, consegue-se mitigar essa problemática, e também uma população que luta em prol de seus direitos e acarreta no desenvolvimento do país.