A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 18/01/2021

O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira é precário e tem se agravado. Conforme o filósofo Pitágoras: “Educai as crianças e não precisará punir os homens”, todavia, a população necessita ser repreendida pela sua discriminação para com o grupo que é vítima de doenças mentais. Dessa forma, com a perpetuação de um tratamento desonroso para com pessoas depressivas, as problematizações são ora aumento de transtornos psíquicos, ora redes sociais opressoras.

Em primeira análise, há o aumento de transtornos mentais no Brasil. Nesse sentido, mais de 10 milhões de pessoas no país sofrem de depressão, de acordo com a Organização das Nações Unidas. Desse modo, a injúria social colabora para a doença, visto que existe o preconceito contra esse grupo que sofre crise de ansiedade, pois ao indivíduo com saúde mental estável identificar um outro com características depressivas, o julga com apelidos homofóbicos ou associando a dor como frescura. Sendo assim, essas ocasiões constantes colaboram para a intensificação da ansiedade e, por consequência, o agravamento mental do agrupamento o qual sofre, além do surgimento de mais casos de transtornos graves.

Ademais, as redes sociais oprimem. Nesse contexto, em 2020, foi transmitida uma reportagem pela emissora Record, relatando uma modelo que usufruia do canal de comunicação “Instagram” e, por conseguinte, ficou depressiva. Assim, mídias sociais propõem rotúlos a serem seguidos como, por exemplo, marcas de roupas, sapatos e produtos estéticos, entretanto, esses materiais não são acessíveis a todas as classes sociais, porque seus custos são elevados. Dessa maneira, as pessoas são designadas a opressão psicológica, já que não tem acessibilidade aos objetos capitalistas.                        Portanto, é necessário que o transtorno psíquico se minimize. Nesse segmento, o MEC – Ministério da Educação – fundado em 1930 – deve realizar um projeto com o objetivo de auxiliar pessoas com depressão, por meio de palestras efetuadas por psicólogos em escolas municipais. Desta maneira, o preconceito social cessará, pois com essa ação governamental a sociedade respeitará essas vítimas. Por fim, a sociedade não necessitará mais ser repreendida pela sua discriminação.