A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 18/01/2021

De acordo com o filósofo grego Platão, em sua obra a “A República”, os indivíduos deveriam viver com sabedoria, o que contemplaria a necessidade de todos na sociedade. Contudo, hodiernamente, a dificuldade em lidar com as doenças mentais no país tem contrariado o raciocínio do antigo pensador, já que a questão cultural e negligências dos órgãos públicos têm impedido a destituição dessa problemática. Dito isso, necessita-se discutir sobre esse assunto.

Diante desse cenário, é válido ressaltar, inicialmente, que os desafios interligados às doenças mentais reletem os costumes estabelecidos pela população em um certo período histórico. Sobre isso, o filósofo francês Pierre Bourdieu dizia que os contextos sociais estão associados com a perpetuação de valores. Nesse viés, a discriminação e o preconceito vistos sobre essa situação evidenciam diretrizes que afetam a conduta de muitos cidadãos, uma vez que as convenções propagadas veementemente pela mídia, como o excesso de propagandas em que os interlocutores não possuem qualquer tipo de patologia, criam rótulos no imaginário social que, muitas vezes, interferem na qualidade de vida das pessoas. Desse modo, a exclusão dos indivíduos portadores de doenças psicológicas torna-se um fato inevitável, posto que os símbolos veiculados pelos canais de informação são, em grande parte, antolhos que alienam a socidade.

Além disso, é importante destacar que a negligência dos órgãos públicos justifica, de certa forma, os estigmas lidados às doeças mentais no país. Isso ocorre porque, conforme o pensamento do escritor José Saramago, em seu livro “Ensaios Sobre a Cegueira’’, há uma ‘‘cegueira moral’’ na conduta de muitas pessoas, a qual impede a valorização de interesses benéficos à coletividade.Nessa ótica, a carência de profissionais e de disciplinas que orietem os cidadãos sobre essa situação, como psicólogos nas escolas e da matéria de Ética e Valor nos recintos educativos, gera um panorama negativo acerca da criticidade dos indivíduos, o que torna as imoralidades interligadas às doenças psicológicas cada vez mais presentes.Desse modo, intervenções são necessárias para o controle dessa problemática.

Portanto, é indiscutível a atuação das escolas nesse paradigma. Assim, essas instituições devem realizar mostras cintíficas abertas para a sociedade, as quais, por meio de vídeos demonstrativos e de palestras com especialistas, tenham o fito de esclarecer a todos sobre a influência midiática para a permanência de valores negativos associados às doenças mentais. Ademais, é dever do Estado a destituição dessa situação, por intermédio da instação de salas de psicologia e da obrigatoriedade da dsciplina de Ética e Valor nas escolas, a fim de gerar a inclusão de todos.