A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 18/01/2021
A obra “Vigiar e Punir”, de Michel Foucault, expõe a exclusão social e os maus tratos enfrentados pelos doentes mentais desde os primórdios da humanidade. Contemporaneamente, ainda há um grande preconceito para com esses transtornos. Indubitavelmente, o estgma associado a pessoa com problemas psicológicos baseia-se na ignorância popular acerca do tema e na ausência de políticas públicas específicas a essa problemática. Assim, faz-se necessário tomar medidas que solucionem o impasse.
Em primeira análise, é válido ressaltar que desde a Antiguidade Clássica, na cidade-Estado de Esparta, os indivíduos que manifestavam qualquer tipo de alteração - seja física ou mental - eram mortos por serem considerados inválidos. Nesse sentido, criou-se uma perspectiva negativa associada as pessoas que não estavam em suas faculdades mentais plenas, colocando-as em situação de desamparo. Por isso, apesar de a Organização Mundial da Saúde afirmar que 1 a cada 20 pessoas possui algum problema psicológico, esse tema ainda é tratado como um tabu por toda a sociedade.
Além disso, não há no Brasil nenhum programa social que busque diagosticar e tratar doenças psicológicas que são tão comuns na era da Pós-Modernidade. Segundo a Constituição Federal de 1988 o Estado tem o dever de assegurar tratamento igual a todos seus cidadãos. Entretanto, a forma como o Poder Público distrata transtornos como depressão e ansiedade escancara o pensamento enraizado no organismo social de que são problemas banais.
Portanto, urge que o Ministério da Saúde e Educação, juntos, criem um programa que ofereça acompanhamento completo aos doentes mentais, com o oferecimento de quipe médica interdiciplicar que garanta diagnóstico, tratamento e informações acerca do tema para toda a populaçao. Assim, tem-se a finalidade de romper com os estigmas criados na Antiguidade Clássica e dar dignidade aos afetados.