A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 18/01/2021
No Brasil Colônia, era comum a desigualdade social no país, bem como era normal que apenas uma parte da população tinha acesso à educação e à saúde, em outras palavras, os direitos sociais eram destinados à nobreza e à elite portuguesa. No Brasil contemporanêo, a Constituição de 1988 assegura os princípios da saúde, igualdade, e educação para toda sociedade brasileira, no entanto, há desafios para assegurar o debate das doenças mentais no Brasil, devido à falta de infraestrutura no atendimento dos postos de saúde. Além disso, o preconceito constante com as doenças psiquiátricas agrava ainda mais o problema.
Em primeiro lugar, um entrave é a ausência de políticas públicas de investimento nos postos de saúde, visto que é frequente o tratamento precário a pessoas que sofrem de doenças mentais, cujo efeito é o agravamento dos transtornos mentais e, posteriomente, a exclusão social, assim como no Brasil Colônia, porém apenas mais dissimulado. Segundo o filósofo Arthur Schopenhauer, “os limites do campo visual de uma pessoa determinam seu entedimento a respeito do mundo que o cerca”. Sob essa ótica, torna-se evidente que é fundamental a eficiência do Estado, para assim ratificar o atendimento de qualidade nos centros de saúde. Dessa forma, respeitando os direitos socais adquiridos da sociedade brasileira.
Em segundo lugar, em razão da mentalidade retrógrada de parte da população, é comum o preconceito, tal como o tratamento como se as pessoas com doenças mentais fossem incapazes de exercer uma profissão, o qual entra em desacordo com os princípios da Constituição de 1988. De acordo com o educador Paulo Freire, “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Dessa forma, verifica-se que, enquanto a administração federal não certificar as informações das doenças psiquiátricas para todas as classes sociais, tal minoria continuará sofrendo práticas discriminatórias.
Tem-se a necessidade, portanto, de que medidas cabíveis sejam postas em prática para combater os desafios para assegurar o debate das doenças mentais no Brasil. Logo, é essencial que o Ministério da Saúde, em parceria com o Poder Legislativo, crie novos incentivos financeiros para assegurar a infraestrutura dos centros de saúde, bem como é crucial a contratação de mais profissionais para atender a população. Ademais, é imprescindível que o Ministério da Educação, por intermédio das instituições de ensino, crie campanhas midiáticas em praças públicas, televisão e internet, para assim certificar as informações sobre as doenças psiquiátricas para todas as classes socais. Em conclusão, acabando com a mentalidade retrógrada da população.