A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 18/01/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6° o direito a saúde. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática, quando se observa a necessidade de debater as doenças mentais. Dessa forma, em razão da ausência de debate e da lacuna educacional, emerge um problema complexo que precisa ser revertido.

Primeiramente, é preciso salientar que o silenciamento é uma causa latente do problema. Segundo Foucault, na sociedade pós-moderna, muitos temas são silenciados para que estrutura de poder sejam mantidas. Diante disso, verifica-se uma interrupção em torno dos debates sobre a necessidade de debater as doenças mentais, o que contribui com o aumento da falta de conhecimento da população, tornando sua resolução mais dificultada.

Em segundo plano, outra causa para a configuração desse problema é a base educacional lacunar. De acordo com o fílosofo Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. Sob essa lógica, se há um problema social, eles tem em base uma lacuna educacional. No que tange a necessidade de debater as doenças mentais, verifica-se uma forte influência dessa causa, uma vez que a escola não tem cumprido seu papel no sentido de reverter e prevenir o problema. Logo, o Ministério de Saúde, juntamente com o Ministério de Educação, não está se mobilizando para ajudar essa parcela da socidade, eles deveriam promover campanhas nas escolas, com o objetivo de tratar a geração futura.

Portanto, para que as ideias de Kant não sejam apenas proposições teóricas, uma intervenção faz-se necessária. Para isso as escolas, mediante parceiras com a prefeitura, promovam espaços de rodas de conversas e debates sobre a questão no ambiente escolar. Esses eventos devem ser abertos à comunidade a fim de que as pessoas compreendam a importância do tratamento e ás consequências das doenças mentais. Além disso, esses eventos podem ocorrer no período do contratuno, contando com a presença de professores e psicólogos, e com isso se tornem cidadãos atuantes na busca de resolução. A partir, das informações poderá se consolidar um Brasil melhor.