A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 18/01/2021

“O importante não é viver, mas viver bem”.Segundo o sociólogo Platão,  a qualidade de vida tem tamanha importância de modo que ultrapassa o da própria existência.No entanto, esse ideal platônico não é realidade para uma boa parcela da população brasileira, visto que a inobservância estatal frente aos estigmas das doenças mentais impulsiona uma segregação social hodiernamente.Tendo isso em vista,deve-se entender melhor o contexto atual e minimizar os problemas da conjuntura em questão.

Em primeiro plano, é importante ressaltar como o Governo e suas aplicações impulsionam de forma indireta as doenças.Nesse caso, a Constituição Federal de 1988 garante a todos os indivíduos o direito de saúde, educação e ao bem-estar social.Contudo,devido aos escassos investimentos governamentais em infraestrutura,suporte técnico nas escolas e profissionais capacitados, medidas que reduziriam a ansiedade dos alunos e,consequentemente, aumentariam a interação social, isso não é firmado.Logo,uma melhor administração e fiscalização por parte de algumas gestões públicas é imprescindível para reduzir as doenças mentais.

Outrossim,vale apontar o consumismo como responsável por formar um “apartheid” nas relações políticas e sociais.A esse respeito, o filósofo Theodor Adorno define a indústria cultural como método indutivo para transformar a arte como fim lucrativo.Paralelamente a Adorno,com o advento da Revolução tecnológica, as pessoas são cada vez mais moldadas pelo capitalismo, visto que as empresas investem em propagadas direcionadas, como a padronização de corpos e beleza, a fim de atingir uma maior gama de indivíduos,incentivando,portanto, a busca pelo “belo”.Desse modo, percebe-se que os meios de comunicação deixam de ser uma ferramenta democrática e passam a ser uma imposição viciosa para o aumento dos estigmas mentais.

Diante do exposto, é evidente a necessidade de investimentos para mitigar as doenças mentais.Para tanto, cabe ao Governo Federal investir no setor educacional, mediante a contratação de funcionários capacitados e infraestrutura, de modo a ensinarem às crianças disciplinas diversas sobre os benefícios da interação.Ademais, convém  às entidades governamentais criar programas assistenciais,como viagens educativas,parcerias com psicólogos e visitas,além de promover a fiscalização das redes sociais, por meio de delegacias especializadas, para que os transtornos mentais sejam sanados de maneira eficaz.Dessa forma, será possível minimizar os estigmas mentais e transformá-los em veículos de comunicação saudável e,somente assim, poder devolver o direito de saúde,educação e ao bem-estar, bem como defendido pela Constituição de 1988.