A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 18/01/2021
O cérebro humano funciona como um complexo computador e, igual a qualquer outra máquina, pode apresentar falhas. Contudo, as chamadas doenças mentais ainda são muito estigmatizadas na sociedade brasileira, problema que fragiliza a população. Desse modo, deve-se analisar como a herança cultural e a omissão do Estado favorecem a problemática em questão.
Diante desse cenário, observa-se que a herança cultural é um dos principais motivadores do estigma associado às doenças mentais. A esse respeito, urge a análise dos séculos passados, nos quais as pessoas com transtornos da mente eram trancadas em manicômios por serem consideradas “malucas” por substancial parcela da sociedade. Com isso, criou-se a terrível ideia de que todos que apresentassem alguma doença mental deveriam ser separados da sociedade. Consequentemente, esse pensamento repercute nas relações sociais da atualidade, a exemplo do preconceito sofrido por pessoas que procuram atendimento psicológico e/ou psiquiátrico. Logo, a herança cultural favorece os estigmas associados às doenças mentais.
Ademais, atrelada à herança cultural está a negligência do Governo. Nesse viés, a 3ª Lei de Newton diz que toda ação gera uma reação proporcional; de maneira análoga ao campo físico, assim são os princípios que regem as relações sociais. Dessa forma, enquanto as ações do Estado forem omissas no que tange à criação de programas públicos eficazes para desmistificar os estigmas relacionados aos transtornos da mente, a reação de grande parte da população será perpetuá-los. Como consequência disso, as pessoas acomeditas por tipos de doenças ficam sem o aparo necessário, pois, muitas vezes, possuem vergonha de pedir ajuda e serem ridicularizadas. Por isso, a omissão do estatal motiva esses estigmas.
Fica claro, portanto, que como a herança cultural e a omissão do Estado favorecem os estigmas associados às doenças mentais. Logo, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com a Mídia, por meio da transmissão de vídeos televisivos, promover campanhas que incentivem o indivíduo a fazer uma análise crítica a respeito dessas doenças, para que todos percebam que são doenças com tratamentos e não um motivo de ações preconceituosas. Além disso, o Ministério da Saúde deve estabelecer que todo posto de saúde tenha um psicólogo e um psiquiatra de plantão diariamente, a fim de que todos que precisarem de ajuda possam recebê-la.