A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 18/01/2021

A Constituição Federal de 1988 garante a todos os brasileiros o acesso à saúde gratuita e de qualidade. No entanto, a falta de políticas públicas que visem combater o aumento expressivo no número de casos de doenças mentais, têm levado a um colapso social ainda mais grave com a pândemia do Coronavírus. Diante disso, fica clara a necessidade do combate aos estigmas associados às doenças mentais no Brasil, exigindo do estado o seu dever constitucional.

A priori, um dos grandes vetores dessa problémática é o preconceito associado as doenças mentais. Segundo uma reportagem publicada no portal G1, oitem em cada dez pessoas com transtornos mentais, dizem já ter sofrido discriminação em algum momento após ter descoberto sua patologia. Tais fatos podem ser sintetizados em uma frase do físico Albert Einstein: “É mais facil desintegrar um átomo do que um preconceito”.

Outrossim, a falta de acompanhamentos psicológicos preventivos é outro agravante desse problema. Dados da Organização das Mundial da Saúde estimam que o número de pessoas com transtornos mentais moderados ou graves, pode chegar à 30 milhões até 2025, devido a falta de um atendimento profissional especializado. Nesse contexto, fica claro que é preciso medidas do Governo para reverter esse quadro.

Portanto, fica clara a necessidade de medidas para solucionar essa anomalia social. Para isso o Ministério da Saúde em conjunto com o da Ciência e Tecnologia, devem desenvolver um aplicativo por meio do qual seja possível fazer vídeos consultas com psicólogos e psiquiatras. Com isso será possível dinamizar os atendimentos de forma gratuita. Somente assim será possível reverter esse quadro.