A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 18/01/2021
Em 2019, houve uma grave crise econômica chamada de “A Grande Depressão.” Nesse período, ocorreu a queda do mercado financeiro americano, o que gerou demasiado desespero e um grande número de suicídios cometidos por pessoas que perderam seus negócios. Assim como nesse fato histórico, atualmente, muitas pessoas sofrem com problemas relacionados a saúde mental, como a ansiedade e a depressão, os quais, muitas vezes, não são devidamente compreendidos. Diante disso, é necessário analisar os fatores que contribuem para a permanência da problemática, tais como a falta de entendimento da sociedade e a ineficácia estatal.
Sobretudo, cabe pontuar que a falta de compreensão da sociedade diante do cenário precário de saúde mental prejudica a recuperação de pessoas que sofrem do problema. Nesse sentido, segundo o filósofo Arthur Schopenhauer, o campo de visão de uma pessoa determina a sua compreensão a respeito do mundo, isso demonstra que a falta de informação é uma barreira para a resolutiva de um cenário problemático, como no caso, o quadro de saúde mental brasileira. Por exemplo, observa-se que é comum, na sociedade, falas como “depressão é besteira”, expressando imensa falta de entendimento a respeito do tema. Como consequência, esse empecilho mental continuará a permeiar a realidade da nação. Assim, é necessário redigir esforços para amenizar o problema.
Ademais, vale destacar que o Estado brasileiro se demonstra ineficaz diante desse cenário alarmante de saúde pública. Nesse viés, a Constituição Federal de 1988 assegura que todos os brasileiros tem direito à saúde, a fim de que gozem de boa qualidade de vida. No entanto, o panorama da nação não reflete o que é defendido na lei, uma vez que, segundo a Organização Mundial da Saúde, o Brasil é o país mais depressivo da América Latina, tendo 5% de sua população no estado de depressão. Com isso, é notório que o país demonstra negligência acerca desse aspecto. Desse modo, urge que as autoridades federais revejam suas atitudes a respeito dos transtornos mentais que afetam o Brasil.
Portanto, infere-se que é necessário alterar a realidade obscura à saúde mental que atinje o Brasil. Para tanto, o Ministério da Educação—órgão que dita as diretrizes educacionais da nação—, por meio das escolas, deve implantar antendimento psicológico às crianças e adolescentes para que desde a fase escolar possam aprender a gerenciar suas emoções e entender sobre a importância de preservar a saúde mental. Além disso, cabe ao Ministério da Saúde, através dos meios de comunicação mais utilizados, criar propagandas instrutivas a respeito das doenças mentais mais comuns, a fim de que a população se conscientize desse entrave. À luz desses atos, ter-se-á uma sociedade com pouca incidência de transtornos mentais, como os vistos na “Grande Depressão.”