A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 18/01/2021
No século XX, pessoas que tinham Síndrome de Tourett eram levadas para hospícios, e lá eram designadas, de maneira preconceituosa, de retardados, doentes e outros termos inadequados. De maneira ánaloga, no Brasil hodierno, indivíduos, os quais possuem transtornos mentais são vítimas de preconceitos e de profunda ignorância. É essencial, diante disso, debater acerca da falta de conhecimento e debates sobre o tema, que fazem o revés persistir.
Sob essa perspectiva, faz-se necessário abordar o conceito de educação coletiva do filósofo Sêneca. Segundo o pensador, é importante priorizar a educação, pois essa influência por toda a vida. Sendo assim, o ensino sobre tais doenças é de duma importância para combater estigmas associados à reveses mentais na sociedade brasileira. Além disso, o ato de atribuir transtornos mentais, como depressão e ansiedade, à vitimização é fruto do pouco contato da população com assuntos associados à saúde mental.
Ademais, o silenciamento social sobre o tema é algo ruim. Consoante a cronista Martha Medeiros, o homem apenas silencia aquilo que ele não quer que venha à tona. Logo, evidencia-se o aspecto negligente do Governo, o qual não promove debates referentes ao eixo temático. Dessa forma, o debate público relacionado ao eixo saúde mental é pouco propagado. Desse modo, conclusões errôneas sobre tais reveses são tomadas.
Portanto, infere-se que o pouco conhecimento e a falta de discussões, a respeito da problemática, fazem ela perpetuar. Isso posto, o Ministério da Educação - órgão responsável pelo sistema educacional - deve, por meio de parcerias com as redes televisivas, promover programas que expliquem conceitos, no que diz respeito à saúde cognitiva, a fim de freiar a ignorância coletiva sobre tais aspectos. Com a implementação dos pensamentos de Sêneca, o Brasil se tornará mais próspero.