A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 18/01/2021

Na novela “Flor do Caribe”, o personagem Alberto Alburquerque, que sofre transtornos mentais causados pelo seu avô, tenta de todas as formas, acabar com o relacionamento de Cassiano e Ester. Entretanto, durante toda a trama, ninguém o ajuda a combater sua doença, pelo contrário, o acusa de vilão. Trazendo para a realidade, essas cenas, infelizmente, se repetem. Sobre essa perspectiva, dentro da sociedade brasileira, os males estão presentes, tanto na ignorância, quanto no isolamento.

No convívio social brasileiro, percebe-se que há um preconceito com os cidadãos que sofrem mentalmente. Nessa lógica, pertindo desse príncipio, o livro “Ensaio sobre a cegueira” mostra que a sociedade, devido ao egoísmo presente nela, não se atenta aos problemas do próximo. Dessa maneira, a falta de ajuda, principalmente dos mais próximos, afunda a vítima no mar de doenças mentais, o que agrava o entrave.

Outrossim, é imperativo afirmar que o isolamento é uma marca negativa na persistência da problemática. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicados em 2017, mostra que a depressão - uma doença mental - é a segunda maior causa de afastamento de trabalho no mundo. Ademais, em 2020, a quarentena, ocasionada pela pandemia do COVID-19, foi mais um agravante, onde grande parte da população brasileira ficou isolada por alguns meses. Assim, o que era preocupante passou a ser tratado com urgência em debates políticos, sociais e religiosos.

Mediante o que foi exposto anteriormente, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. Então, as pessoas ligadas aos locais religiosos e familiares devem fazer rodas de conversas com as vítimas mentais, visando compreender a situação de cada, como também fazer dinâmicas, ler livros e, consequentemente, ajudá-las. Desse modo, o Brasil sarará as cicatrizes, evoluirá, passando a ter menos pessoas como Alberto Alburquerque.