A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 18/01/2021

Na distopia “1984” escrita por George Orwell, a sociedade era oprimida pelas autoridades. Fora da ficção há uma opressão estiguimatizada associada às doenças mentais no Brasil, pois são tratadas de forma negligente no seio social. Assim, essa disciplência tem origem inegável da herança preconceituosa alicerçada a sociedade Colonial. Destarte, dentre os fatores que incitam na persistência desse panorama, destacam-se a influência da família e da escola.

A priori, ocorre uma desarmonia entre a forma como deve ser compreendida a saúde mental e o pensamento tradicional, no que tange ao termo, visto que não necessariamente cuidar da saúde mental implica na presença de doenças psicológicas. Consequentemente, os sujeitos que sofrem com transtornos mentais ou pretendem fazer algum tipo de tratamento nesse âmbito são de certa forma oprimidos pelo julgamento de terceiros inclusive o familiar, isto é, entendem como frescura ou loucura. Em sintonia com a questão Émile Durkheim explícita sobre o fato social, o qual é geral e coercitivo, assim, à medida que esse julgamento negativo é compartilhado na sociedade é imposto sigilo as pessoas que precisa, de ajuda para lidar com seus problemas psíquicos.

Outrossim, cabe ressaltar que as instituições escolares se negam a desenvolver um modelo de educação voltado para questões mais humanas de autocuidado mental. Sob esse víes, consoante a teoria da caverna de Platão em que os prisioneiros exergavam como sombras a realidade desse modo,  ocorre com as escolas  que valoriza o que Paulo Feire denomina de educação bancária, a qual despejam o conhecimento nos alunos em prol apenas de aprovação e esquecem de levá-los a reflexões, como nesse caso da saúde preventiva quanto ao bem-estar mental.

Portanto, faz-se exequível medidas para combater esse quadro de preconceito e negligência com a sáude mental. A princípio, urge o Governo Federal para instaurar um Decreto Federativo que proponha um Plano Nacional de Valorização da Saúde Mental, o qual estabeleça ações em sinergia com a família e escolas, com escopo de informar e conscientizar a população sobre a melhor maneira de lidar com a questão. Nesse plano, deve-se propor assistêncialismo psicológico e debates nas escolas, por meio de um Fundo Financeiro Nacional, através da mídia e redes sociais, a fim de ajudar os indivíduos a manter o equilíbrio mental. Ademais, vale desenvolver projetos em sala de aula em torno da saúde preventiva, para que possam produzir uma sociedade capaz de cuidar a própria saúde.