A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 18/01/2021

Diante da pandemia do Coronavírus, os brasileiros isolaram-se como forma de proteção comunitária ao contágio desse vírus. Tal realidade fez inúmeras patologias se tornarem evidentes pela preocupação com a saúde mental, como é o caso da ansiedade, crise de pânico, dentre outras. Sob essa ótica, compreender o cenário do estigma associado às doenças mentais é substancial para a promoção de resoluções, uma vez que a falta de conhecimento da população acerca dessa temática e a influência das redes sociais são notadas.

É preciso considerar, antes de tudo, que falar sobre transtornos mentais no país ainda é um tabu, de modo a gerar desinformação. Nesse sentido, grande parte da sociedade, que não reconhece a neurodiversidade existente, tende a ter pensamentos preconceituosos e anacrônicos, de forma a negar tais enfermidades. Contudo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 300 milhões de indivíduos possuem depressão em todo o mundo.

Esse pretexto, em consonância com a “Alegoria da Caverna”, do filósofo Platão, o qual salienta que a incorporação do senso comum, por aqueles que não conhecem o diferente, proporciona a falta de empatia. Por essa razão, urge a necessidade da mudança de concepções do corpo social. É válido ressaltar, ainda, o papel negativo das mídias sociais nesse contexto. Desse modo, é cada vez mais comum o aumento da quantidade de pessoas com doenças psicológicas, as quais são agravadas pelo uso da internet, que difunde padrões nocivos de beleza e status. Prova disso é que, de acordo com o site “ElPaís”, 1 em cada 3 brasileiros se sentem infelizes ao acessar o Facebook. Tal circunstância vai contra a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a qual visa assegurar a saúde e o bem-estar coletivo, de maneira a apontar para a urgência de medidas efetivas que minimizem essa mazela social.                Evidencia-se, portanto, que são muitas as causas dos desafios de quem possui enfermidades mentais. Para contrapor essa situação, cabe ao Ministério da Saúde, em ação conjunta à mídia, elucidar os cidadãos quanto à importância da discussão desse assunto, por meio de informativos nos programas televisivos, os quais terão a finalidade de atenuar a discriminação. Outrossim, o Ministério das Tecnologias e Comunicações deve criar políticas públicas que diminuam os impactos negativos das redes midiáticas, por intermédio da exigência do controle de postagens, a fim de permitir a divulgação de informações que não coloquem em risco a saúde mental dos cidadãos. Destarte, será possível ir contra tais impasses, na medida em que o Brasil alcance os princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos.