A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 02/02/2021

De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, todos os seres humanos são Iivres e iguais em dignidade e em direitos. Entretanto, o atual cenário observado na sociedade brasileira evidencia a ausência de politcas públicas sanitárias que garantam tais exercícios. Sob esse viés, é possível salientar os estigmas relacionados ao constante crescimento de doenças mentais, bem como a sua banalização, enquanto grave impasse a ser solucionado.

Diante desse cenário, nota-se a ocorrência de padrões idealizadores a serem errôneamente absorvidos, a partir do conceito de rotulagem midiática. Nesse sentido, sinais de alienação e esgotamento mental - rotineiramente adquiridos - são ignorados e até reprimidos pela busca da perfeição, de modo a agravar e a elevar exponencialmente o surgimento de doenças psíquicas. Prova disso, se dá com os dados fornecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em que cerca de 1 a cada 20 pessoas adquirem algum distúrbio, tornando o Brasil, o país mais depressivo da América Latina.

Ademais, diversas consequências relacionam-se ao problema enraizado na sociedade brasileira. Primeiramente, pode-se enfatizar a permanência dos caráteres discriminatórios e preconceituosos que cercam a realidade dos portadores de tais transtornos, como a depressão e a ansiedade. Além disso, a ignorância e a normalização contribuem para a permanência do agravante, uma vez que, raras medidas são tomadas para auxiliar na redução e na conscientização. Em suma, entende-se que o impasse seria mais facilmente resolvido, se conceitos básicos da Constituição Brasileira de 1938, referentes ao amparo e ao direito à saúde, fossem seguidos atualmente.

Compreende-se, portanto, que a saúde psicológica é fundamental para a reivindicação de direitos básicos à vida. Dessa forma, o Ministério da Saúde deverá facilitar o acesso aos tratamentos, por meio da ampliação de hospitais voltados ao auxílio, com a participação de empresas midiáticas, que devem ser responsáveis pela divulgação dos serviços, a fim de alcançar mais pacientes e promover, assim, uma melhor qualidade de vida. Logo, espera-se com tais medidas, reduzir as altas porcentagens e o preconceito existente, além de tornar realidade os diretos humanos universais.