A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 17/03/2021
“O cidadão invisível” trata da desvalorização de alguns indivíduos na sociedade. De fato, a crítica de Dimenstein é verificada nas patologias psíquicas, que são muitas vezes estigmatizadas e consideradas banais por parte da população. Nesse sentido, depara-se com um delicado problema em decorrência do silecinamento e da lógica capitalista.
Dessa forma, em primeira análise, o problema carece de debates no presente. Djamila Ribeiro elucida que é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Porém, há um silenciamento instaurado na questão das ONG’s, visto que é módica a discussão nas mídias de massa e na escola, suscitando a desinformação da nação tupiniquim acerca da legítima amplitude desse espectro . Assim, urge tirar esse revés da névoa para atuar sobre ele, como defende a pensadora.
Em paralelo, a priorização dos interesses financeiros é tão somente um agravante no que tange ao problema. Para Bauman, os valores comunitários estão sendo usurpados pela lógica de mercado. Tal constatação é nítida no estigma associado às doenças mentais, uma vez que pessoas com depressão, por exemplo, muitas vezes são alvo de estereótipo por afastarem-se do trabalho. Logo, inverter a lógica e colocar os direitos humanos em primeiro lugar é urgente.
Portanto, é indispensável intervir sobre o problema. Para tanto, o Poder Público deve investir maciçamente nas difusoras de informação sobre saúde mental, por meio da destinação de verbas, a fim de reverter a supremacia de vieses mercadológicos oportunistas que impera. Tal ação pode, ainda, ser divulgada nas mídias de massa, para que a população tome conhecimento. Paralelamente, a promoção de palestras, distribuição de panfletos e mesas-redondas efetivadas em escolas junto a convidados especialistas pelo Plano Nacional de Educação (PNE). Dessa maneira, é mitigada a aparição vertiginosa de “cidadãos de papel”, alicerçados na defesa de Dimenstein.