A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 23/08/2021
A Magna Carta brasileira garante os direitos à saúde, mental e física, e à educação. No entanto, essas jurisprudências são contestadas, uma vez que há a problematização envolta da necessidade de debater as doenças mentais. Inquestionavelmente, essa falha ocorre devido à insuficiência de palestras de ensino, em escolas e faculdades, voltadas para a desconstrução dos estigmas impostos aos distúrbios psicológicos e á falta de regulamentação de leis que visam assegurar a visibilidade midiática para portadores de transtornos psíquicos.
A princípio, deve ser ressaltado que o Estado falha ao não promover conferências voltadas para a importância de debater as doenças mentais. Indubitavelmente, discussões sobre como procurar assistência médica quando traços de transtornos da psique surgem são necessárias, mas a falta de investimento governamental nessas confabulações acarreta a desinformação populacional. Inegavelmente, a carência de apoio dos órgãos públicos a essa lecionação tem como consequente o desconhecimento da massas e a imposição de estigmas que, em acordo a Revista Médica de Minas Gerais, fazem com que os portadores de distúrbios psíquicos só procurem o auxílio médico em um estado avançado da moléstia, o que dificulta a reabilitação do paciente. Por consequência da falta de investimento em palestras de ensinança, os tabus impostos a essas mazelas continuaram a afetar a vida dos enfermos, afirmação que é exemplificada pelo G1, com o aumento da negação da busca por assessoria psicológica no ano de 2020.
Além disso, é de conhecimento público que a falta de visibilidade midiática é um dos empecilhos que impedem os debates acerca as doenças mentais. Sob o mesmo ponto de vista, segundo o veículo de informações UOL, a mídia tem o papel de se comunicar com os cidadãos de forma a conscientiza-los sobre diversos assuntos como, por exemplo, a importância das discussões sobre transtornos psíquicos a fim de evitar a inépcia e a propagação de infâmias. Visto isso, é evidente que sem o apoio da mídia, a indispensabilidade de palestras sobre distúrbios psicológicos será ignorada, circunstância essa que, conforme o G1, acarretou a minimização e a descriminação de inúmeras enfermidades anímicas.
Em suma, com a falta de palestras de ensino e o desprovimento de visibilidade midiática, urge que o Ministério da Educação, junto ao Ministério da Propaganda, organize conversações mensais, por meio de anúncios inseridos em meios de comunicação on-line, que permitirão o diálogo entre os participantes, para politizar a população sobre a necessidade de debater as doenças mentais. Ademais, promover assembleias públicas para instruir as massas sobre as consequências da negligência da mídia, o que resultará em uma nação informada, com o efeito de criar cidadãos mais conscientes.