A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 01/12/2021
“O homem é um caniço pensante”. Tal citação do filósofo Pascal demonstração à incúria humana, sobretudo no que tange às doenças psíquicas - que, infelizmente, ainda são um tabu na medicina - sendo assim, de suma importância a sensibilidade médica no trato com idosos em estado de depressão. Nesse sentido, o papel social e humano do médico está sendo sucumbido, lamentavelmente, em virtude da mentalidade retrógada e das exigências do mercado de trabalho.
Convém ressaltar, a princípio, que os estigmas da medicina sobre enfermidades mentais, contribuem para uma “erosão afetiva” dos idosos. Nesse viés, de acordo com Voltaire: “Preconceito é opinião sem conhecimento”, condiçãooga à parca humanização e ao exercício técnico científico indevido na contemporaneidade, no que se refere a insensibilidade e a naturalização da depressão como parte do processo de envelhecimento. Desse modo, esse cenário provoca reflexões acerca da glamorização da medicina, devendo ser cerceada pela OMS.
Ademais, outra adversidade na busca e investigação da doença são as exigências do mercado de trabalho. Nesse contexto, o livro Germinal de Émile Zola, evidencia as demandas da Revolução Industrial, que potencializam na contemporaneidade equívocos médicos e problemas de saúde. Assim, essa situação faz alusão a sociedade do desempenho de Byung - Chul Han, uma vez que, essa “necessidade” de realizar cada vez mais em menos tempo culmina na objetificação, divulgações em relações verticais.
Portanto, para os médicos exercerem seu papel de sujeito social e humano medidas devem ser tratados. Faz-se necessário, que a OMS promova materiais sobre conscientização e humanização nas faculdades, por meio de aulas com psicólogos e especialistas no assunto, com o intuito de aumentar o engajamento, além de expandir essa politização para o público, a fim de romper com visões retrógadas e atenuar o imediatismo. Assim, talvez, as pessoas entendam a importância da empatia para amenizara fragilidade humana.