A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 26/09/2017
Doenças mentais acompanham a humanidade desde a antiguidade, presente personalidades desde imperadores que queimaram civilizações inteiras a gênios que mudaram o rumo da ciência. Ainda assim, muito pouco são debatidas e a atenção que a sociedade e órgãos de saúde dão a elas é mínima. Fica evidente, nesse caso, que há uma necessidade do de mudança desse cenário, inclusive no Brasil. Vale destacar, portanto, que o ponto chave do debate é compreender que não há suporte gratuito de qualidade no país e a ignorância acerca da temática é preocupante.
A priori, é fundamental pontuar que doenças mentais atingem grande parte da população mundial. Esse fato também se aplica à realidade brasileira, no entanto quase não há infraestrutura pública ou amparo legal para o doente, no país. Nesse contexto, as vítimas dessas doenças não recebem o tratamento adequado, não têm o fornecimento constante de remédios a um preço justo, e não possuem direitos, como leis que obriguem a sua reinserção no mercado de trabalho. Vê-se, com isso, que doentes mentais quase não tem apoio governamental, sendo perceptível a necessidade de uma mudança desse estado.
Outra questão relevante, nessa discussão, é a ideia de que a população, de modo geral, é ignorante ao se tratar do tema, o que leva a sua banalização e cria uma estigma a respeito do doente mental. Como exemplo, diversas páginas de humor no facebook levam “depressão” no nome, ressignificando a palavra que nomeia uma séria doença. Como resultado, o doente que precisa de apoio é ridicularizado e este não assume que precisa de cuidado, o que precisa acabar.
Torna-se evidente, portanto, que tanto o estado, tanto a sociedade não sabem lidar com o problema. Nesse sentido, a princípio o Ministério de Saúde deve investir numa melhora da estrutura do Sistema Único de Saúde, além de pressionar a criação de leis que deem suporte para a ressocialização do doente, a fim de que este volte a ter uma vida normal, como é feito para deficientes físicos, por exemplo. Além disso, é imprescindível que a comunidade consciente da seriedade do tema, busque conscientizar o restante da população, por meio de redes sociais, panfletagem e até mesmo no ato de comunicação cotidiano, para que o doenças mentais tenham o tratamento que merecem. Em síntese, materializando tais medidas, espera-se que, grandes personalidades ou não, todas tenham o apoio de toda a sociedade em busca de uma melhora.