A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 08/10/2017
O Regime Nazista, concomitante do século XX, instituía que todos os deficientes mentais deveriam ser executados, pois eram considerados inúteis e indignos de viver. Em uma análise aprofundada da situação, observa-se que é extremamente necessário o debate sobre doenças mentais e existem desafios para que essas pessoas tenham dignidade humana.
Grande parte da população considera esse distúrbios mentais como não sendo um grande problema, visto que acreditam que nunca irão desencadear esses transtornos. Contudo, segundo dados do G1, cerca de 20% dos adultos tendem a sofrer com problemas mentais em algum momento de sua vida, como depressão, distúrbio de ansiedade generalizado, distúrbio do pânico, transtorno bipolar e esquizofrenia. Para Charles Colton, o valor da saúde só é reconhecido quando a se perde. Desse modo, observa-se que as doenças mentais são problemas que necessitam ser debatidos urgentemente.
Adiante, muitos empecilhos dificultam que esses deficientes possuam dignidade. Segundo dados da OMS, cerca de 23 milhões de pessoas possuem problemas mentais no Brasil, sendo ao menos 5 milhões em níveis de moderado a grave. Isso mostra que mais de 10% da população sofre com essas doenças, entretanto, é difícil de conhecer alguém com esses problemas, porque essas pessoas são escondidas e isoladas pela família, por vergonha, agravando o quadro dos afetados. Ademais, segundo o IBGE, cerca de 80% dos deficientes mentais não possuem o ensino fundamental completo, sendo assim, eles ficam sem formação para que consigam um trabalho formal, sem convívio social e torna-se impossível de adquirirem autonomia. Além disso, o acompanhamento nas escolas regulares de uma pessoa com transtornos mentais é feito por qualquer um formado em pedagogia, sendo essa pessoa incapaz de auxiliar de forma correta o doente.
Torna-se evidente, portanto, que o problema deve ser debatido e que os impasses sejam solucionados. Cabe ao Ministério das Comunicações, por meio de propagandas, conscientizar os pais sobre os prejuízos que causam ao isolarem seus filhos deficientes. Ainda mais, as ONGs, por meio de campanhas publicitárias, devem promover debates que visam alertar a população que ninguém é impassível desses distúrbios. Outrossim, concebe ao MEC financiar escolas de administração privada que atendam apenas aos deficientes e que disponibilizam formação até o ensino superior, com o fito de dar oportunidade para essas pessoas alcançarem um trabalho formal. Além do mais, o Ministério da Saúde deve financiar psicólogos que acompanhem os doentes mentais nas escolas regulares, para que sejam devidamente auxiliados.