A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 11/10/2017

Depressão, ansiedade, distúrbio do pânico, bipolaridade e esquizofrenia são algumas das doenças que atinge 400 milhões de pessoas em todo o globo. A que mais atinge a sociedade brasileira é a depressão, cerca de 6% das mulheres e 10% dos homens, além da ansiedade. Isso mostra que ainda a muito que se discutir sobre essas doenças e a forma como a sociedade vem banalizando suas consequências.

Mesmo sendo tão grave quanto o câncer as doenças mentais vêm sofrendo banalização por parte da sociedade. Recentemente, o programa Pânico na band realizou uma “trolagem” com uma de suas participantes, ao simular um suicídio de uma pessoa com depressão, a “panicat” ficou em estado de choque. muitos internautas criticaram á ação do programa, porém, muitos afirmaram “não ver nada de mais na brincadeira”, mostrando o quanto a sociedade ainda trivializar tais distúrbios.

Ademais, os jovens estão puerilizando as doenças mentais, principalmente a bipolaridade. Não é difícil encontrar jovens que se caracterizam como bipolares apenas por alterar o humor ao longo do dia, porém, isso gera uma desqualificação da seriedade que essa doença representa para os jovens, isto é, uma taxa de 2,2% de tentativas de suicídios.

Assim torna-se mais que essencial, que se haja mais discussão em torno da vulgarização das doenças psicológicas. A mídia, como veiculo de informação, deve elaborar campanhas junto ao ministério público, a fim de conscientizar sobre a seriedade e as consequências desses distúrbios. Bem como, à ação de ONG’s,  como o setembro amarelo, realizando eventos e palestras para informa a sociedade sobre a importância de levar o tratamento e as doenças a serio.