A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 14/10/2017
O mal do século: a doença silenciosa chamada depressão
Jean Jacques Rousseau, autor contratualista, criara, à luz do iluminismo, sua tese acerca das medidas paliativas de bem-estar social e proteção, a serem assegurados pelo Governo de forma irrevogável, uma vez que este somente existe mediante concessão popular. À vista disso, o Brasil, à frente de provectas leis pilares em sua Constituição, logo após o término de seu período ditatorial, passa a garantir a toda sua população, sem excludentes, tais princípios. Entretanto, mediante o supradito, faz-se imperioso refletir sobre o alarmante fenômeno crescente de suicídios no Brasil, bem como suas possíveis causas.
Embora o país venha apresentando um aumento no número de instituições como o Centro de Valorização à Vida e, também, realizado apoio emocional e de prevenção ao suicídio, o contingente populacional sob esse fator de risco ainda é assustador e preocupante. Mesmo que muitos possam assimilar tal ato como sinônimo de fraqueza e irresponsabilidade, é impossível depreender-se o que realmente permeia em uma psique fragilizada, fruto de inúmeros empuxos e insídias. Outrossim, faz-se desumana a tentativa injusta de quantificar a dor alheia, a ponto de, a colocando em gráficos, medir sua profundidade mediante intuições pessoais.
Ademais, acerca das possíveis causas, é necessário levar em consideração a individualidade e todo o histórico pessoal que se carrega sobre os ombros, já que, dentre algumas das possíveis razões, a depressão, drogas e problemas socioeconômicos se fazem presentes. Não obstante, ligada a própria depressão, diversos podem ser os gatilhos que instigam alguém ao suicídio, assim como a soma destes também é real. A despeito disso, atrelada à homofobia, rastilho de uma sociedade patriarcal, machista e de religiosidade aguda, tem-se o “bullying”, a periferização do indivíduo à sociedade, ataques físicos e verbais e o abandono familiar.
Portanto, a fim de atenuar esse quadro caótico, entendendo que a sociedade corrompe o homem e o torna miserável, consoante Rousseau, é da alçada do Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, tornar as escolas o centro da ajuda à população. Assim, deve-se, usando de psicólogos e outros agentes da saúde, fazer um acompanhamento periódico dos jovens, como também daqueles próximos de alguém que já tenha tirado a própria vida, a fim de que esses mostrem e falem sobre suas ansiedades, necessidades e problemas. De mesmo modo, a fim que de o número de suicídios caia e mais pessoas possam ser salvas, deve-se promover palestras que apontem sinais de risco e como trata-los e evita-los.