A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 17/10/2017

Durante o século XIX, a rainha de Portugal, Maria I, sofreu dos preconceitos relacionados ao seu distúrbio mental. Todavia, duzentos anos depois, a visão negativa e estereotipada permanece na sociedade. Assim, é essencial o debate desses distúrbios, para que haja uma melhor compreensão social e o investimento de tratamentos médicos.

Mormente, é imprescindível apontar que parte da sociedade classifica os distúrbios psicológicos como estranhos e negativos. Nesse contexto, torna-se evidente o preconceito, e nos momentos de inserção social, como exemplo na busca por empregos, os transtornados são excluídos e tratados como diferentes. Dessa forma, segundo o filósofo Montaigne, ‘’associar a diferença a inferioridade são práticas que evidenciam a dificuldade dos homens de reconhecer o outro’’. Logo, é evidente a visão estereotipada carregada pelos indivíduos em detrimento do auxílio e da busca pela inclusão social.

Além disso, os cidadãos com transtornos depressivos sofrem da precariedade de tratamentos. Isto é, além da dificuldade orgânica existente, o descaso do governo em auxílios e medicamentos torna mais grave a situação. Nesse sentido, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 80% dos casos de doenças psicológicas não são tratadas. Sendo assim, a recuperação dos doentes é marcada por barreiras sociais e políticas.

Infere-se, portanto, mudanças necessárias visando o debate, a inserção e o tratamento dos debilitados. Dessa maneira, é imperiosa a atuação das escolas, em conjunto com as Organizações Não Governamentais (ONGS), elaborando projetos e palestras, para que haja uma conscientização a respeito do assunto. Ademais, é necessário o investimento em pesquisas, medicamentos e hospitais, promovido pelo Ministério da Saúde, com o objetivo de tratar e oferecer uma recuperação aos doentes. Logo, a qualidade de vida dos que sofrem de distúrbios mentais deixará de ser idealizada e se tornará uma realidade.