A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 17/10/2017

Na antiguidade, a doença mental era vista como um pecado ou castigo de Deus, o que fazia com que os portadores dela fossem mal tratados. Segundo, a Organização Mundial da Saúde esses transtornos atingem mais de 400 milhões de pessoas pelo mundo. Não obstante à essa realidade, a banalização dessas doenças, hodiernalmente, demonstra que ainda há um estigma acerca delas que precisa ser combatido.

Primeiramente, é necessário destacar alguns fatores que contribuem para esses estado. São incontrovertíveis os efeitos que a globalização tem sobre a população. O excesso de informação oferecido por vários meios, contribui para o imediatismo, a todo momento surgem coisas novas e quer-se dar conta de tudo. Por conseguinte, há o aumento da ansiedade, estresse e do sentimento de eterno descontentamento.

Ademais, existem influências culturais que romantizam e, até mesmo, banalizam essas doenças. A depressão é considerada “legal”, por alguns jovens, porque grandes artistas a possuem. Cantores, como Lana De Rey, exaltam em suas letras a tristeza, depressão e, por vezes, a morte. Além disso, jargões diários como “Eu tenho TOC”, por qualquer desejo de organização, ou “Sou bipolar”, por uma pequena mudança de humor, juntamente com a situação supracitada, contribuem para que a discussão acerca do estado de saúde real dos que possuem esses transtornos seja ignorado.

Fica claro, portanto, a necessidade de uma séria discussão acerca da saúde mental. Para que isso ocorra de maneira efetiva é preciso que o Ministério da Educação, juntamente ao Ministério da Saúde, disponibilize psicólogos as escolas para que auxiliem os alunos, seja por palestras ou atendimentos. À mídia, cabe usufruir de seu poder persuasivo para campanhas de valorização da saúde psicológica e o incentivo à procura de auxílio e que as famílias, e toda a população, fiquem mais atentos ao comportamento dos que estão a sua volta. Assim, teremos uma sociedade mais empática e, não, com pensamentos da Antiguidade.