A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 19/10/2017

Doenças Silenciosas

De acordo com o Artigo 5º da Constituição Federal Brasileira, todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Contudo, o que nota-se na sociedade hodierna é a manutenção do preconceito contra pessoas que possuem doenças mentais. E, por esse fator é indubitável a necessidade de conhecer melhor esses males que acometem cerca de 11% dos brasileiros de acordo com o portal de notícias EBC.

É fato que transtornos mentais não possuem aparência e são em sua maioria silenciosos, sendo assim, não é fácil identificá-los e aceitá-los no início. Outrossim, a herança cultural de descriminação e banalização dessas enfermidades contribuem para perpetuar a ignorância social e idéias de que depressão, esquizofrenia, síndrome do pânico, ansiedade, entre outras sejam “frescuras” ou “falta de esforço” dos enfermos.

Consoante a esses pontos, é importante ressaltar também que algumas melhoras em relação ao passado já se deram de forma lenta e gradativa como a Lei da Reforma Psiquiátrica no país trazendo uma nova abordagem de tratamento para enfermidades psíquicas e extinguindo os manicômios, que eram hospitais de reclusão social dos doentes mentais em que esses eram submetidos a tratamentos desumanos.

Ademais, em analogia ao pensamento determinista, o homem é produto do meio, por isso muitas vezes o capitalismo e sua ideologia de consumo e padronização de costumes e beleza influenciam diretamente no psicológico das pessoas e essa pressão somada a causas genéticas podem provocar distúrbios psíquicos.

Tendo o exposto em vista, é primordial que o Governo por meio do Ministério da Saúde amplie programas de tratamento gratuito como o Caps (Centro de Atendimento Psicossocial) em todas as regiões do país para que os doentes tenham amplo acesso à ajuda. E, também, que as escolas criem projetos educacionais que fomente a discussão acerca das enfermidades mentais para que isso não seja mais um tabu.