A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 31/10/2017

" A natureza fez o homem feliz e bom, mas a sociedade deprava-o e torna-o miserável". Tal declaração proposta por Rousseau, permite-nos refletir, em nossos dias, que o fortalecimentos das doenças mentais etá relacionado com as mudanças socioculturais. Nesse sentido, convém analisarmos as necessidades de debater sobres essas doenças.

A priori, é fundamental pontuar que a intensificação da ocorrência de agravos mentais é um fator histórico e conjuntural. Isso ocorre em função das modificações socioculturais emergidas pela globalização e com a ratificação do sistema econômico neoliberalista. Nesse contexto, seguindo conceitos de Rousseau, a ausência de profundidade no contato interpessoal cria um extremo vazio íntimo e emotivo, tornando mais frequente a assiduidade das psicopatologias.

A posteriori, é indispensável destacar, ainda, que, o agravamento das mazelas psíquicas causa uma enorme disfunção da saúde pública. Em vista disso, o atual padrão de vida pautado na busca incansável por uma melhor colocação no mercado de trabalho e promoção pessoal propicia à população um ideal nunca alcançável. Por conseguinte, transtornos de ansiedade, distúrbios de pânico e depressão fazem-se presentes em um extrato social significativo, como ilustra os dados da Organização Mundial da Saúde, que mostram que, somente no Brasil, aproximadamente 20 milhões sofrem com tais disfunções, exemplificando a desarticulação entre integridade do trabalhador e as atividades exercidas.

Fica evidente, portanto, que, o fortalecimento das patologias mentais nos dias recentes é fruto das mudanças socioculturais no estilo de vida dos indivíduos. A fim de que essa situação seja revertida, o Executivo Federal, por meio do Ministério da Saúde, deve criar núcleos de atenção psicológica primária, fornecendo profissionais qualificados e estimulando um tratamento baseado na comunicação entre pacientes diagnosticado com quadro semelhantes, favorecendo a desconstrução da ideia de superficialidade de relações.