A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 24/10/2017

Segundo a Organização Mundial da Saúde(OMS), as doenças e transtornos mentais afetam mais de 400 milhões de pessoas de todo o mundo. Isso mostra que apesar de estar evidente a grande quantidade de pessoas atingidas por esses males, o preconceito ainda é persistente no que tange a essas doenças, bem como muitos mitos acerca delas são sustentados pela falta de conhecimento, o que demonstra a necessidade de discutir esse problema.

Psicofobia, neologismo adotado para designar o preconceito contra os portadores de deficiências e transtornos mentais, é um fato que ocorre isso porque os julgamentos ofensivos ainda são incessantes.

Dentre várias formas de preconceitos, a  própria aceitação das doenças mentais têm sido difícil, visto que parte da sociedade não tem acolhido e lidado muito bem com esses transtornos, dessa forma os pacientes com distúrbios psiquiátricos se recusam a realizar os tratamentos como forma de demonstrar domínio da doença, tornando assim o caso mais agravante.

Ademais, o que ainda propicia esse preconceito são os mitos, sustentados pela falta de informações. A exemplo disso tem-se a ideia de que as doenças mentais são contagiosas, bem como são invenções psicológicas ou sinônimo de loucura No entanto, são casos clínicos que precisam de atendimentos multidisciplinares e a compreensão da família e da sociedade.

Em suma, entende-se que respeito, compreensão e auxílio é o que os portadores dessas doenças almejam. Para isso, necessário que o Governo Federal em parcerias público privadas implante nas escolas palestras ministradas por psicólogos e equipes multidisciplinares para explicar e esclarecer como se dão essas doenças, na tentativa de minimizar os preconceitos ainda existentes. Além disso, é dever da Receita Federal  investir  uma parcela maior dos impostos arrecadados na melhoria dos hospitais públicos, de maneira que melhore as condições de tratamento dessas doenças. Desse modo, poder-se-à alcançar uma sociedade justa e psicologicamente saudável.