A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 22/01/2018

O advento da revolução técnico-científica no século XX ocasionou grandes avanços  e transformações para a humanidade, o que viabilizou a emersão de novos paradigmas sociais.Nesse sentido,as rotinas agitadas,a ausência de tempo,as relações humanas cada vez mais escassas constituem novos valores originados por tal era informacional, corroborando para o aumento de doenças psicossociais.Dessa forma,tais patologias evocam sérias deformações sociais e precisam ser urgentemente explanadas.

Primeiramente,é necessário salientar que além dos novos padrões comportamentais originados por essa era, a omissão governamental e social diante das demandas patológicas mentais fomentam a expansão e continuidade de tais doenças.Assim,compreende-se que,não só o Estado é ineficaz quanto ao gerenciamento das ocorrências dessas doenças,uma vez que a sensibilização e investimento  em relação a esse tocante é quase inexistente,mas também  grande parte da população ratifica tal situação ao naturalizar e negligenciar tais disfunções .Exemplo dessa situação são as reações preconceituosas que sofrem as vítimas dessas patologias,devido à banalização dos sintomas, pois a maioria dos indivíduos atribui a esses indícios acepções como “frescura”,“desocupação”,“fragilidade” e acabam por agravar  e dificultar a busca por tratamento para  tais distúrbios. Desse modo,essas doenças tornam-se cada vez mais comuns,tornando-se,infelizmente, intrínseca à coletividade.

Com efeito,a quantidade de vítimas cresce exponencialmente, acarretando sérios prejuízos à coletividade e aos pacientes.Nesse contexto,a ausência de tratamento adequado corrobora para que distúrbios mentais “mais simples” como stress transformem-se em doenças ainda mais prejudiciais e onerosas tais como depressão,câncer.Segundo dados divulgados pelo site ONU-Brasil, em 2017 aproximadamente 10% da população brasileira possuía alguma doença relacionada à ansiedade.Destarte,a dificuldade ao acesso aos tratamentos geram afastamentos laborais o que provoca deficit econômico,além da sobrecarga no sistema de saúde pública  e até óbitos.

Portanto,é imprescindível que os agentes sociais combatam a inobservância frente às disfunções mentais.Para tanto,é necessário que o governo crie políticas públicas específicas como órgãos  em diversos níveis federativos destinados aos tratamentos e campanhas coletivas principalmente em áreas mais suscetíveis ao desencadeamento dessas anomalias,isto é,em regiões com altos índices dessas doenças . Ademais,as instituições coletivas assim como escolas,universidades,igrejas,hospitais e mídias  devem incentivar debates e promover a veiculação de informações sobre essas doenças,por meio de reuniões coletivas, projetos  sociais,disseminação de dados a fim de abarcar grande contingente populacional para que cada vez mais cidadãos sejam conscientizados.