A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 01/11/2017
O filme “Nise - O coração da loucura”, aborda a vida da psiquiatra Nise da Silveira, que se dedicou no tratamento humanizado de doentes mentais, em especial os com esquizofrenia. Nesse sentido, a visão geral de que tratamentos agressivos ou até a exclusão social de pessoas com essas patologias deve ser mudada afim de cooperar com o doente e com a própria sociedade. Sendo assim, cabe analisar as causas dessa visão e os motivos do aumento de tais patologias.
Em primeiro plano, vale destacar, a falta de informação sobre as variedades de doenças mentais. Geralmente, quando mencionado sobre o assunto a primeira impressão da população são de pessoas internadas em manicômios ou em um momento de surto psicológico. A exemplo, pode-se citar o Manicômio de Barbacena, em Minas Gerais, no qual inicialmente tinha o objetivo de tratar pacientes com doenças mentais, mas se adaptou com métodos desumanos, sendo considerado por pesquisadores como o “holocausto brasileiro”, o que comprova a visão social sobre os doentes.
Outro fator a ser mencionado é a competitividade constante nas relações humanas. O individualismo no trabalho, na escola e até dentro de casa acarreta na busca frequente por superioridade e reconhecimento social, o que pode gerar casos de depressão ou transtorno bipolar, por exemplo. Segundo uma pesquisa da Unifesp, cerca de 16% dos pacientes entrevistados possuem algum tipo de patologia mental, o que demonstra o aumento de casos por causa dessa necessidade de auto afirmação.
Portanto, se informar sobre as possíveis doenças que se pode ter caso não exista um equilíbrio da mente é notório. As escolas, em parceria com postos médicos, devem abordar o tema em debates escolares, abertos ao público, mostrando as diversas patologias e os seus tratamentos, buscando a aceitação e o respeito com os doentes. Além disso, o Ministério da Saúde deve elaborar campanhas na mídia aberta sobre essa realidade atual, mostrando depoimentos rápidos e informações de tratamento, visando a formação do senso crítico social sobre o tema e acolhimento dos doentes.