A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 02/11/2017

Quando um surto de determinada doença ocorre, é obrigação do governo, em conjunto da OMS (Organização Mundial da Saúde), tratar e prevenir os casos desse distúrbio. Evidentemente, não é isso que ocorre com as chamadas “doenças do século”, as doenças mentais, que afetam mais de 400 milhões de pessoas no mundo inteiro, segundo a OMS, e que não possuem acesso universal ao tratamento adequado.

Segundo Durkheim, o homem, mais do que formador da sociedade, é produto dela. Assim, a sociedade, ao impor metas inatingíveis aos indivíduos, como a “vida perfeita”, recheada de amor e consumismo, sem nenhum tipo de problema, incita a incidência de doenças mentais desenvolvidas quando as metas individuais são frustradas.

Além disso, a modernidade líquida, caracterizada por Zigmunt Bauman como a época em que o individualismo e a efemeridade são predominantes, e que a liberdade individual atingida não garante satisfação e traz responsabilidades, além do acesso ilimitado ao mundo, que torna tudo obsoleto. Ao unir todos esses fatores, o aumento no número de casos de  doenças mentais se torna inevitável.

Dado o exposto, há necessidade de combater doenças mentais através do tratamento e prevenção. Tal prevenção pode ser feita pelo Ministério da Saúde através de palestras nas escolas e empresas que auxiliem a população a identificar sintomas de doenças mentais e, consequentemente, quebrar tabus em relação a elas. Em adição, uma lei que faça com que empresas e escolas disponibilizem um psicólogo  para seus funcionários e alunos auxiliaria no combate a doenças mentais e provavelmente diminuiria o número de suicídios no país.