A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 08/02/2018

As doenças mentais sempre foram estigmatizadas pela sociedade, fruto do desconhecimento e da incapacidade de apresentar uma solução que fosse efetiva para a cura. Na idade média durante o período da inquisição muitas pessoas que apresentavam distúrbios mentais eram queimadas e perseguidas, pois acreditava-se estarem possuídas por algum tipo de entidade maligna. Com o passar do tempo a medicina não pôde deixar de abrir os olhos para o problema e iniciou-se então os diversos tratamentos que consistiam basicamente em manter estas pessoas afastadas do meio familiar e da convivência social, nos chamados manicômios, que eram grandes hospitais psiquiátricos que empregavam diversos tipos de torturas, consideradas como tratamentos, através de terapias de eletrochoque e camisas de força. No entanto, atualmente,  mesmo com os avanços da medicina em diversas áreas, quando se trata de doenças mentais, estamos caminhando em passos lentos.

No Brasil  até meados da década de 80, ainda existiam os hospitais psiquiátricos, no entanto o governo decidiu fechar estes hospitais e uma novo rumo foi tomado, os doentes mentais  passaram a ser integrados na sociedade.  Diante dessa atitude, porém, não foram tomadas medidas para que a sociedade, a família e a escola, pudessem compreender as necessidades do doente e locais para que pudessem efetuar um tratamento adequado por se tratar de uma doença de tratamento multidisciplinar.

Não obstante, a necessidade de ampliar os horizontes da psiquiatria no nosso país é uma realidade, pois, o diagnóstico das doenças mentais cresce exponencialmente e não pode ser negligenciada pela família, sociedade e pelo estado. No entanto se torna indispensável a necessidade de palestras educativas e um centro de apoio com diversos profissionais da área, psicólogos, psiquiatras e educadores, para que definitivamente a doença mental deixe de ser rotulada como doença do século.