A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 19/02/2018
Apesar da sociedade brasileira ter uma cultura tão rica e diversificada, essa ainda apresenta sérios problemas quando tem de lidar com questões sociais e o seu preconceito enraizado. Além disso, um exemplo claro disto é o “tabu” criado em volta do assunto das pessoas que sofrem de doenças mentais. Fato que faz parte do cotidiano de mais de 20 milhões de brasileiros e que precisa ser iluminado para que seja tratado com mais racionalidade.
Nesse sentido, o advento da lei 10.216/01, denominada lei da reforma psiquiátrica, transcendeu o antigo e precário sistema dos manicômios, no ponto em que humaniza e traz clareza ao tratamento do doente. Contudo, a falta de mecanismos, na própria lei, para sua implementação, associada a proeminente inércia dos governantes neste tema prejudica a real eficácia do projeto.
Por outro lado, existe a necessidade de consciência e sobriedade cultural e ética em relação aos transtornos psiquiátricos, como a depressão. Doenças que caso não tratadas a tempo, chegando em estágios avançados, podem causar até mesmo a morte do indivíduo. Dessa forma, é preciso desmistificar esse conceito, na qual impede muitas vezes que pessoas com transtornos ou mesmo traumas procurem ajuda devido a preconceitos e concepções errôneas ligadas a doenças.
Portanto, como no Brasil ao que parece uma das principais maneiras de consciência é com a força da lei. Então, que se crie uma comissão, com representantes dos doentes mentais, médicos especialistas, autoridades na área e com legisladores dispostos a mudar esse cenário. Para que se crie uma lei federal pelo Congresso que seja consistente detalhando também a sua conscientização, aplicação e regras. Além disso, na própria lei pode existir a vinculação para campanhas publicitárias e governamentais sobre a “desmistificação” das doenças mentais, para que mais pessoas procurem ajuda previamente e assim esse cenário fique mais aprazível do que se mostra hoje.