A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 11/10/2024
No filme “As Vantagens de Ser Invisível”,de Stephen Chbosky, é retratado um estudante que sofre de depressão e precisa lidar com diversos problemas após seu melhor amigo cometer suicidio. A partir dessa perspectiva, é possível observar que a sociedade contemporânea brasileira se aproxima dessa obra cinematográfica, uma vez que o número de indivíduos com doenças psicológicas aumenta a cada ano. Sob esse viés, é essencial analisar a negligência governamental e a indiferença social.
É lícito postular, primeiramente, que a inoperância estatal é um fator preponderante para a permanência da problemática. Nessa perspectiva, de acordo com A Organização Mundial da Saúde (OMS) , a crescente carga global de doenças mentais representam um dos maiores desafios para a saúde pública no século XXI. Nesse contexto, é fundamental investir em pesquisas científicas e em programas de prevenção e tratamento, a fim de garantir o bem-estar da população. Portanto, é imprescindível a resolução do impasse.
Outrossim, é fundamentel destacar que a conduta social está diretamente ligada com a estigmatização de indivíduos que sofrem com transtornos mentais. Nesse sentido, o filósofo Michel Foucault contribui para a compreensão dos mecanismos de poder e exclusão social, que historicamente marginalizaram os indivíduos com doenças mentais. Sob essa ótica, é nítido que a visão distorcida impede que muitas pessoas busquem ajuda, temendo o julgamento social e a exclusão. Dessa forma, é visível como empecilho é prejudicial para o desenvolvimento populacional.
Dentre os fatores suprecitados, medidas devem ser tomadas. Assim cabe ao Governo Federa- órgão responsável por garantir o bem-estar da nação- investir na saúde mental , por meio da disponibilidade de profissionais expecializados para a comunidade por meio do SUS , com o intuito de garantir a tranquilidade para a engrenagem social. Ademais cabe a MÌdia fornecer lives sobre o debate da saúde mental , a fim de concientizar todos os indivíduos. Apenas desse modo, com tais implementações, a realidade ficcional retratada em “As vantagens de ser invisível” não será repetida.