A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 15/10/2024

“Os fatos não deixam de existir só porque são ignorados’’. A declaração realizada pelo escritor e filósofo inglês Aldous Huxley, ao ser analisada sob a atual conjuntura do país, permite a reflexão sobre como a necessidade de debater as doenças mentais é negligenciado no tecido social brasileiro, pois afeta a vida de muitas pessoas. Nesse sentido, fatores como os estigmas sociais das doenças mentais em consonância com o preconceito pela desinformação não podem ser desprezados, visto que esses são os principais elementos relacionados à problemática.

É lícito postular, primeiramente, que a Constituição de 1988, ampliou os limites tradicionais da democracia brasileira ao estender o direito à liberdade para toda a população. Todavia, é importante salientar que tal prerrogativa não é totalmente garantida, tendo em vista que entende-se o medo do indivíduo em buscar tratamento para questões mentais, pois há a ameaça de punição social como bullying e exclusão. Portanto, é inadmissível que, em um país onde se paga uma das maiores taxas de tributos do mundo, o Estado não garanta políticas públicas capazes de corrigir ou reduzir essa situação.

Somado a isso, vale ressaltar que o preconceito pela desinformação é outro elemento que compromete a necessidade de debater as doenças mentais. Para tal, toma-se o filme “Clube dos Cinco”, no qual cinco estudantes são obrigados ao convívio, resultando na união do grupo e na quebra dos preconceitos que tinham uns sobre os outros. Com isso, nota-se através da arte que o conhecimento é fundamental para a convivência entre pessoas diferentes, uma vez que a empatia é um produto da informação. Assim, a discussão sobre doenças mentais énprimordial para alterar opiniões, pois promove o conhecimento.

Dentre tantos fatores supracitados, é importante que o Estado tome providências para alterar o quadro atual. Para produzir uma sociedade mais informada, de modo a abandonar os estigmas preconceituosos, urge que o Ministério da Saúde crie, em parceria com psicólogos e publicitários, uma campanha educativa sobre as diferentes doenças mentais e aplicá-la nas mídias digitais, como Twitter e Instagram. Assim, será possível melhorar a realidade da sociedade brasileira.