A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 14/10/2024
“A Constituição pretende ser a voz, a letra e a vontade política da sociedade rumo à mudança”. O discurso do deputado Ulisses Guimarães, em 1988, marcou a promulgação da Constituição Federal como bem-estar social e desenvolvimento nacional. Nesse sentido, lamentavelmente, a importância de debater as doenças mentais, no Brasil, representa um entrave para o cumprimento desses direitos na prática. Nesse viés, destacam-se dois aspectos importantes: a negligência governamental e a má gestão pública.
Cabe mencionar, em primeiro plano, que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Nessa ótica, de acordo com Confúncio, filósofo chinês, “não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros”. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, o governo não se preocupa com esse revés, e assim, a sociedade acaba apresentando problemas mentais sem suporte algum da regência, e muitas pessoas acabam morrendo com essa causa por não conseguir falar sobre, e entender o que está acontecendo. Diante disso, fica clara a necessidade de dedicação sob a defesa desses informes.
Outrossim, destaca-se a má gestão pública como impulsionador dos danos. Sob essa ótica, à luz de Émile Durkheim, filósofo francês, “o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade”. Dessa forma, observa-se que a gestão pública não promove recursos públicos à sociedade e, desse modo, faz com que a população não receba auxílio, para cuidar-se e prevenir-se dessa dificuldade que é estabilidade mental. Logo, medidas fazem-se necessárias para corrigir a problemática.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham a conter o tabu de falar sobre doenças mentais. Dessa maneira, cabe ao Estado conscientizar a nação de que é importante conversar sobre transtornos, por meio de cartazes nas ruas e, até mesmo, campanhas em redes sociais (“Instagram e Twitter”), a fim de assolar os problemas envolvidos. Já a Mídia, influênciar os cidadãos de como é necessário entender sobre a psicose e que não tem problema algum buscar ajuda. Apenas desse modo, com as mudanças abordadas, tal problemática será resolvida.