A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 08/04/2018
Durante a Idade Média, no ocidente, havia o banimento pela sociedade dos que fugiam do padrão considerado normal, castigos físicos eram aplicados e ocorria, até mesmo, excomunhão pela igreja católica. Na atual conjuntura, o preconceito velado contra as doenças mentais contribui para a omissão tanto da sociedade quanto do governo.
O livro “Holocausto brasileiro” de Daniela Arbex retrata a história de pacientes psiquiátricos do século XX em Minas Gerais. Em relatos, ex funcionários e pacientes destacam o descaso da sociedade, ainda hoje, pela busca em debater e compreender a “loucura”. Adaptando a ideia de Michel Foucault em “História da loucura na Idade Clássica”, havia o desejo de ajudar mas a necessidade de reprimir o diferente, ou seja, limitar aquilo que está em disparidade com o comum.
As causas das doenças mentais ainda são discutidas pelos cientistas, podendo ser hereditárias e/ou biopsicossociais. Independente das causas, é necessário garantir os direitos das pessoas com transtorno mental visando sua inclusão social e laboral; para isso há um projeto de lei do deputado Francisco Floriano, ainda pouco conhecido devido ao escasso debate sobre o tema.
Esse quadro preocupante evidencia, portanto, que a Secretária Municipal de Educação deve promover debates em escolas para que conscientize crianças, adolescentes e adultos sobre as doenças mentais. Ademais, acrescentar uma disciplina sobre saúde fazendo com que o conhecimento seja amplo. Isso pode ser colocado em prática por meio de investimentos governamentais destinados a educação. Parafraseando Carlos Drumond de Andrade “E cada instante é diferente, e cada homem é diferente, e somos todos iguais”.