A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 11/04/2018

Os Males do Ser

Todo o ser humano é susceptível aos fatores externos às suas próprias faculdades mentais, tais fatores podem ser genéticos, ou de nascituro, ou fenômenos, fatos que aconteceram ao indivíduo, tão fora do padrão, da normalidade que nosso cérebro constrói no decorrer de nossas vidas,embasados em nossas experiências anteriores, por exemplo uma situação de estresse sem precedentes que podem resultar em fatores não controlados por vontade nossa e sim por artifícios químico- biológicos inerentes ao ser humano, de maneira que não poder-se-ia controlar, sem a ação de um agente interventor externo.

São questões que, sem dúvida alguma, precisam entrar na pauta do momento, não há motivo para ter preconceito algum. Sofrer de algum mal psiquiátrico é tão normal quanto contrair uma gripe por exemplo e não me arrisco a dizer que seja mais raro.

A questão é que tais pessoas, sem dúvidas, devem ser tratadas como tal, não podemos aferir-lhe características que nos diferenciem deles, não devem ser privados dos direitos que todo o ser humano tem, indiferentemente de sua periculosidade, obviamente com restrições devido seu estado, mas jamais ser-lhe retirada sua dignidade, afinal, estas pessoas sofrem de um mal, não cometeram crime algum, não tiveram intenção alguma de apresentar este quadro.

Deveriam ser introduzidas políticas realmente sérias de reinserção de pessoas com algum quadro de doença psicológica curável na sociedade de modo que possam manter relações sociais, que possam desenvolver uma vida do modo que mais lhes compraz, com emprego, sem diferenças entre esta pessoa e uma pessoa que nunca sofreu do mesmo mal.

Atualmente o que se vê não são centros de reabilitação, não são sanatórios (lembrando que sua raiz vem da palavra sanar) o que se vê são presídios que não são dignos nem dos condenados mais imundos. Pessoas dentro de celas imundas, às vezes amarrados em seus leitos, chafurdando sobre suas próprias fezes, sem poder fazer nada, pois não têm controle de suas faculdades, e consciência de seus atos.

Ao invés de procurar alternativa, a sociedade em geral está no seu conforto fingindo que não os vê, todos estão calados, eles não reclamam e os que deveriam se manifestar em seu favor não o fazem. Colocai-vos na mesma situação, poderia ser vosso filho, ou vós mesmos. Eles são cidadãos como nós e têm direito à tudo que lhes resguarda a Constituição, de mal nada fizeram, e são em tudo iguais a nós, exceto na condição psiquiátrica.