A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 14/04/2018
Doenças Mentais
Os transtornos mentais, também conhecidos como distúrbios psíquicos, são tidos como qualquer forma de sofrimento, anormalidade, ou variedade nas condições psicológicas de alguém, podendo afetar humor, raciocínio, comportamento e, em alguns casos, ser tão prejudiciais quanto um câncer. No entanto, seriam vistos estes distúrbios com a relevância necessária?
Infelizmente, pertencemos a uma sociedade com carência de informações sobre um assunto que, segundo pesquisas da OMS (a Organização Mundial de Saúde), afeta cerca de 700 milhões de pessoas no mundo, onde 30% da população brasileira está incluída, considerando apenas as duas doenças mais comuns: Depressão e ansiedade. Como exemplo da depressão, embora o debate sobre a mesma tenha aumentado durante os anos, devido a eventos que trouxeram o assunto “à tona” - como os da “baleia azul” e o grande número de suicídios de crianças e adultos registrados por este mesmo -, nos deparamos com análises supérfluos que nos levavam à mesma conclusão supérflua: “cuidem o que seus filhos fazem na internet”.
Se este é realmente o problema, como lidar com os os adultos que também se encontram nesta situação? O ser humano preza por sua vida como lei natural: reagimos à estímulos em ato de reflexo para própria proteção. Raras são as pessoas que , ao invés de receio, quebram esta lei por vontade própria e o fazem sem sofrer de algum distúrbio que sirva como força matriz de influência para o ato.
A questão é que estas doenças precisam ser analisadas com mais seriedade e não como, segundo alguns, “mera frescura”. Além do mais, todas podem ser controladas, desde que recebam o acompanhamento e auxílio prévio adequado. A criação de ONGs para conscientização da população sobre os sintomas, leis que prezem pela segurança dos doentes e um serviço de saúde que trate adequadamente de quem sofre, também.