A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 20/04/2018
O mal do Século - nem só de Luftal se vive o homem
Depressão, transtorno de ansiedade, esquizofrenia e a lista se estende em variadas doenças e transtornos mentais. A medicina e a ciência evoluíram de maneira muita rápida de um tempo para cá e o que antes era chamado de doidice, loucura ou possessão, hoje ganhou seu nome ideal e, juntamente, uma solução de curto, médio ou longo prazo. Entretanto, todos estamos sujeitos à ela, às doenças mentais, e em mundo cada vez mais ansioso, ninguém escapa desapercebido – contudo, nem todos estamos acessíveis à essa realidade. As estatísticas só comprovam. Só no Brasil, 23 milhões de pessoas passam por alguma doença ou transtorno mental. A precariedade do tratamento que o governo assume para doentes mentais, a falta de estrutura física e profissional no SUS e o tabu sobre o assunto atrasa e dificulta um diagnóstico precoce e, consequentemente, um tratamento eficaz. Medicações, como a closapina, que é usada para o tratamento da esquizofrenia, não estão sendo distribuídas em postos do SUS. 1980, no Brasil, foi o ano da criação de manicômios que instalou entre a sociedade e o paciente um tabu. Muito além disso, até quem se sente doente mentalmente é criticado por si mesmo achando ser carência. Temos essa barreira a ser quebrada. Assim como o Estado prevê direitos à saúde e trabalho para deficientes físicos, pessoas com transtornos mentais não podem ficar à mercê de tão básico direito. As próprias empresas se negam, mesmo assim, a contratar esse tipo de profissional, doente e desestabilizado. O maior meio social das pessoas é o trabalho. O interesse das empresas em conversar sobre o assunto, proporcionarem orientação profissional e reestruturarem seus horários para maior readequação de seus funcionários é uma solução eficaz e de maior resposta eficiente. O governo prestar recursos juntamente com empresas privadas e estatais para proporcionar ajuda com medicações e terapias e palestras empresariais sobre o assunto vão não só quebrar o tabu como dar alívio a quem sofre diariamente com uma dor mental.