A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 15/04/2018

Contenção das doenças mentais por tempo indeterminado

Avanços tecnológicos, formas midiáticas em expansão e a potencialização de novas formas de entretenimento dos mais diversificados, todos nos permitem boas experiências, mas também nos tornam individualistas e nos fazendo mais procrastinadores; Esses fatores associados ao estresse cotidiano gera uma sociedade com grande incidência de deturbados.

A negligência das doenças emocionais que são por vezes simples como um TDA (transtorno de déficit de atenção) ou um TOC (transtorno obsessivo compulsivo), acabam por evoluir para uma depressão ou uma bipolaridade, já que há um desleixe por parte da família e da própria pessoa, que muitas das vezes até reconhecem o transtorno mas não procuram tratamento com especialistas por vergonha ou achar irrelevante, meramente por não ser uma “doença física”, ainda que a própria Sociedade Brasileira de Psicologia (SBP) já tenha exposto pesquisas a respeito dos malefícios das psicopatologias no contexto fisiológico.

Mas a culpa não se concentra só nas mãos dos pacientes, uma vez que, quando procuram auxílio especializado, não encontram profissionais totalmente capacitados para atender suas necessidades específicas, por falta de investimentos do ministério da saúde, que visa mais às “doenças físicas”, principalmente em um período onde se vêm surtos de determinadas doenças pelo país, como microcefalia ou tuberculose, essencializando recursos ao combate dessas patologias, enquanto as emocionais continuam assolando os cidadãos da sociedade contemporânea.

Podemos concluir então que, a solução mais viável no momento para nossa fragilizada economia, com relação à questão de investimento na saúde psicológica, é uma ampliação de centros de integração para pacientes que queiram tratar-se gratuitamente, e planos de apoio aos especialistas particulares para estudo no exterior, já que não temos investimentos em especializações cá, assim, pelo menos podemos conter a situação.