A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 15/04/2018
Ao falar sobre o assunto de distúrbios ou doenças mentais, existem dois extremos, tratar o assunto como um tabu, ou banalizá-lo como se não fosse algo tão sério como uma deficiência física, ou uma doença grave como o câncer, mas este assunta é tão sério, e existem tantas mortes relacionadas a estes distúrbios, que nunca são divulgados, dados verdadeiros sobre o índice de suicídios relacionados à depressão, para que isso não gere um surto maior de suicídios. E tem-se então mais um equívoco em relação a este assunto, que é o de relacionar todos eles a depressão, como se ela fosse a única doença mental existente.
Os distúrbios mentais mostram o seu verdadeiro perigo, quando ultrapassam a barreira do psicológico e se manifestam fisicamente, através de dores de cabeça, perda de apetite, perda de concentração, no caso da síndrome do pânico a questão do não conseguir sair de casa, devido aos traumas passados,dentre outras doenças. Além da polêmica de 2017 sobre o jogo Baleia Azul, que ao redor do mundo, trouxe fim à vida de milhares de jovens e adolescentes deprimidos, por meio de desafios extremamente bizarros e doentios.
A única maneira de resolver, ou amenizar os riscos relacionados à depressão, transtorno de ansiedade, síndrome do pânico, bipolaridade, esquizofrenia, dentre outros, é olhar para elas, como se olha para doenças físicas, frutos de um vírus ou bactéria, é parar de banalizar assuntos que não são questão de frescura, e sim de de saúde pública, criando departamentos de auxílio psicológico, que estejam vinculados ao SUS, pois o motivo de muitas pessoas simplesmente deixarem o stress, e os pensamentos negativos crescerem e se transformarem em um ou mais destes distúrbios, é o fato do preço de um tratamento psicológico, ser muito alto e inacessível para a população de baixa renda.