A necessidade de desconstruir o tabu acerca dos cuidados masculinos

Enviada em 14/05/2026

O filme “Clube da luta” retrata a história de um homem jovem que tem insônia e saúde mental instável que precionado por preconceitos estruturais da sociedade, ao invéz de buscar por ajuda médica, cria um clube da luta em que homens se encontram para brigar. Infelizmente, pode-se encontrar um cenário similar no Brasil, já que, devido ao machismo e homofibia estrutural do país, há uma grande mistificação da ideia de masculinidade, que influência grande parte da população masculina, que não apresenta uma rotina de cuidados com a saúde. Baseado nesses fatos, compreende-se que isso ainda persiste graças a falta de informação dos cidadãos sobre o assunto.

Em primeira análise, um exemplo é o cantor Michael Jackson, mundialmente conhecido como “rei do pop” que escondia as marcas do vitiligo, doença causada pela falta de melanina na pele, justamente por medo do julgamento do público. Dessa forma, entende-se que o machismo não afeta apenas as mulheres, mas também os homens que se sentem precionados a se encaixar em um esteriótipo de fortes e protetores do lar, e muitas vezes a fragilidade que as doenças e mal estar trazem quebram essa espectativa, assim os desincorajando a buscar por assistência médica e autocuidado. Apartir disso, é notavél que esse preconceito ainda é acreditado pela população devido a falta de informação sobre o assunto que muitas vezes é ignorado.

Adicionalmente, de acordo com dados do IBGE de 2024, a maioria da população que comete suicidio é masculina, pois esses se recusam a buscar por ajuda psicológica, e com isso toda a estrutura familiar é afetada, já que na grande maioria dos casos eles são os principais provedores financeiros do lar. Com base nisso, é indiscutível que tabus em torno da masculinidade e saúde no país não afeta apenas os homens, mas toda a população, que privados do conhecimento, sofrem.

Portanto, Ministério da Educaçãojuntamente com o Ministério da Saúde devem desenvolver a concientização dos brasileiros sobre o assunto, por meio de cartazes em transportes públicos, como metro e ônibus, e palestras em centros de educação, por exemplo, escolas e universidades, de modo que quebre os tabus envolvendo masculinidade, a fim de buscar melhor acesso a saúde dos brasileiros.