A necessidade de desconstruir o tabu acerca dos cuidados masculinos

Enviada em 08/07/2022

Consoante a jornalista de saúde Mariana Varella, ‘‘homens morrem mais cedo que mulheres, em parte porque o machismo os leva a crer que cuidar da própria saúde não é coisa de homem”. Ademais, segundo o Instituto de Urologia, Oncologia e Cirurgia Robótica (IUCR), apenas 30% dos homens costumam ir ao urologista. Isto acontece, devido ao estigma associado a cuidados masculinos junto a cultura do machismo que constituem o termo ‘‘masculinidade tóxica’’.

Em uma primeira análise, nota-se que o preconceito é um fator determinante para o brasileiro não procurar um urologista. De acordo com o Datafolha, em uma pesquisa realizada em 2017, 21% do público masculino acredita que estará colocando em risco sua masculinidade ao realizar o exame de toque retal. À medida que, a baixa procura por atendimento médico recorrente ao câncer de próstata diminui cada vez mais, as chances de cura se tornam cada vez mais baixas devido a maioria dos casos a doença estar em um estado avançado. Assim, o exame de toque retal é visto além do que um exame na próstata, mas fere oque metaforicamente representa o que é ser homem, podendo ser considerado fraqueza para o sexo masculino.

Em uma segunda análise, destaca-se a expectativa de vida dos homens que em uma comparação direta, estão vivendo cerca de sete anos a menos que as mulheres, apontam dados do IBGE realizados no ano de 2016. Então, pode-se evidenciar que tal fato se da por conta da cultura do machismo onde aplica-se o termo ‘‘masculinidade tóxica’’ enraizado na sociedade. Outrossim, esse termo define historicamente o comportamente esperado pelo indivíduo do sexo masculino e sua educação atráves de gerações. Dessa forma, desde cedo são ensinados a reprimir os sentimentos e tendo que provar sua masculinidade sendo forte a todo custo, não precisando de ajuda, pois seria visto como fraco.

Portanto, é essencial a precisão do diálogo na infância do cidadão. Logo, é de necessidade campanhas e palestras por meio de vias públicas, tanto na mídia como em escolas e postos de saúde providas pelo Ministério da Educação e da Cidadania. De modo que, sendo a masculinidade e o machismo sendo discutido desde cedo, tanto a crianças como a adolescentes e jovens a orientação a cultura do machismo. essa forma, é esperado um aumento na expectativa de vida masculina atribuída a queda da ‘‘masculinidade tóxica’’.