A necessidade de desconstruir o tabu acerca dos cuidados masculinos

Enviada em 15/06/2022

De acordo com os dados fornecidos pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), a cada ano, entre 2020 e 2022, há mais de 65 mil novos casos de câncer de próstata, uma doença que está em segunda posição no ranking de tumores malignos que mais matam homens no mundo. Sob essa ótica, é válido dizer que o grande número apresentado nessa estatística ocorre devido ao fato de que ainda existe um grande tabu na sociedade em relação aos cuidados masculinos, pois aos olhos de um povo preconceituoso e conservardor, o capricho de uma pessoa do sexo masculino com o seu corpo e bem-estar é incomum.

Em primeira análise, é necessário uma atenção ao tipo de discriminação que persiste no mundo, como a própria vaidade do homem. Desde os tempos antigos, tem-se o padrão da mulher se cuidar para sempre estar apresentável para o seu pretendente, enquanto o mesmo apenas precisa se preocupar em ter algo para oferecer e garantir um futuro com a dama. Dessa forma, criou-se um estereótipo no qual adultos do gênero masculino se tornam menos másculos ao se importarem com seus corpos e saúde.

Paralelamente, é possível observar esse tipo de característica em uma geração mais antiga, a qual se nega a realizar exames de rotina ou ir em especialistas, uma vez que consideram isso um insulto à sua masculinidade e virilidade. Segundo o INCA, há a possibilidade de reverter um câncer de próstata, caso o diagnóstico seja realizado cedo, porém, por efeito desse tabu, muitos procuram ajuda médica tarde, já sendo irreversível o quadro.

Sendo assim, é evidente que esse cenário precisa de uma intervenção. Assim, cabe ao Ministério da Saúde promover, por meio da mídia, programas de conscientização e incentivo a atenção à saúde masculina, não só desconstruindo o preconceito enraizado de vez, como também informando a série de doenças que podem ser evitadas ao ter um diagnóstico precoce.